São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Graviera de Naxos ganha reconhecimento global, mas produção de leite limita oferta

Queijo grego foi eleito o melhor do mundo em 2025, enquanto a queda na produção de leite restringe vendas e exportações.

Graviera de Naxos ganha reconhecimento global, mas produção de leite limita oferta

O graviera de Naxos, queijo curado produzido na ilha grega de mesmo nome, foi eleito em 2025 o melhor do mundo pelo TasteAtlas. O produto tem Denominação de Origem Protegida (DOP) desde 1996 e é exportado para 20 países.

A receita usa leite de vaca local ou uma mistura de leite bovino, ovino e caprino, na proporção de 80% para 20%. O queijo tem cor amarelo-clara, crosta fina e seca, massa compacta e elástica, além de sabor doce e delicado. A alimentação dos animais também influencia o produto: em Naxos, vacas são criadas nas planícies, enquanto ovinos e caprinos pastam nas áreas montanhosas, onde há plantas aromáticas.

Produção e mercado

A União de Cooperativas Agrícolas de Naxos, maior unidade queijeira da ilha, produz anualmente cerca de 1 250 toneladas de graviera. A fábrica comercializa rodas de 9 quilos, 3 quilos e 1 quilo, além de porções de 250 gramas. Segundo Konstantina Vadoula, química de alimentos da unidade, a produção anual varia entre 1 200-1 250 toneladas. Desse total, 100 toneladas são destinadas à exportação.

A cooperativa também exporta 250 toneladas de outros queijos, como o Kefalotyri de Naxos, o Gidino Naxos e o Oreino Naxos. A maior parte do graviera, porém, é consumida na Grécia.

A redução na produção de leite limita a oferta. As vendas poderiam ser duas ou até três vezes maiores, mas os custos e as dificuldades para levar ração às ilhas prejudicam a atividade pecuária e mantêm as exportações em níveis menores que no passado.

Reconhecimento e desafios

O graviera de Naxos recebeu outras distinções antes da posição obtida no TasteAtlas. Entre elas estão o prêmio de ouro de sabor no Festival de Queijos Gregos, em 2011; duas estrelas no Concurso de Superior Taste do Instituto iTQi, em Bruxelas, em 2015, 2016 e 2018; e o prêmio de ouro no Taste Olymp Awards, em 2017 e 2020.

Para Giannis Politis, professor da Universidade Agrícola de Atenas que trabalha com a cooperativa há oito anos, a preservação da pecuária é essencial para garantir a produção do queijo. Ele defende apoio do Estado para manter a atividade e ampliar a quantidade disponível ao mercado. A cooperativa de Naxos completa 100 anos neste período.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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