São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Greve marca quatro anos da morte de Mahsa Amini em meio à repressão no Irã

Aliança de partidos curdos convocou paralisação pacífica; ativistas relatam prisões e continuidade dos protestos contra o regime iraniano.

Greve marca quatro anos da morte de Mahsa Amini em meio à repressão no Irã

A Aliança dos Partidos Curdos do Irã convocou uma greve nesta quarta-feira (16) para marcar quatro anos da morte de Mahsa Amini e protestar contra a repressão do regime. A paralisação foi chamada para a região do Curdistão iraniano e outras áreas do país.

A jovem curda morreu sob custódia da polícia em Teerã após ser detida por usar o véu islâmico de uma forma considerada inadequada. Os protestos que se seguiram deram origem ao movimento “Mulher, Vida, Liberdade”.

A ativista política curda iraniana Sibel Khobayi afirma que manifestações continuam diariamente no país, com a participação de professores, taxistas, alunos e estudantes. Ela também relata atrasos no pagamento de salários de funcionários públicos.

Prisões e repressão

Hawyar Shekhi, da ONG Hengaw, disse que as prisões começaram no Curdistão iraniano antes da greve. “Recebemos relatos de dezenas de detenções”, afirmou. Segundo ela, as forças de segurança devem manter forte presença, e as autoridades podem pressionar a família de Mahsa Amini para impedir homenagens.

O regime classificou os manifestantes como inimigos e anunciou uma repressão severa contra a convocação. Durante a onda de protestos de janeiro passado, estima-se que mais de 30 mil pessoas tenham morrido, conforme a ativista Sibel Khobayi.

Entre os manifestantes atingidos está Ali Zarei Doozdarrehsi, que perdeu o olho direito após ser atingido no rosto pelas forças de segurança durante os protestos de 2022. O jovem, que tinha 23 anos na época, deixou o país e se estabeleceu na Alemanha. Ele retornou ao Irã, foi preso em abril passado e condenado à morte em agosto passado, na prisão de Ghezel Hesar, em Karaj, a oeste de Teerã. A sentença menciona acusações como corrupção, propaganda contra o sistema e atentado à segurança nacional.

Ali Delpasand também perdeu parte da visão depois de ser ferido durante os protestos. Ele afirma que estava em um carro com a esposa e a filha quando as forças de segurança agiram. Delpasand perdeu 80% da visão do olho esquerdo, e as duas também ficaram feridas.

Parsa Ghobadi, outro manifestante ferido no olho, disse que o movimento passou a reunir reivindicações contra a injustiça, a corrupção, os desvios de verbas e a repressão do regime.

Após os protestos, houve uma greve nacional de 5 a 7 de dezembro de 2022. Manifestantes e alguns caminhoneiros bloquearam ruas, enquanto boicotes a aplicativos governamentais e atos de desobediência civil continuaram. Estimativas indicam que quase 600 pessoas foram mortas durante a revolta de 2022.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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