São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Qatar tenta reabrir Ormuz enquanto alerta para efeitos globais da guerra

Doha mantém contatos entre Washington e Teerã e afirma que a crise já afeta setores além da energia.

Qatar tenta reabrir Ormuz enquanto alerta para efeitos globais da guerra

O Qatar busca reabrir o estreito de Ormuz à navegação livre enquanto mantém contatos entre Washington e Teerã para tentar encerrar a guerra. O conflito interrompeu o tráfego marítimo na passagem e prejudicou as exportações dos países do Golfo.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Majed Al Ansari, disse que reuniões foram realizadas nos últimos dias e que Doha tem transmitido mensagens entre as partes. Ele não informou até que ponto as negociações avançaram.

Pressão sobre a economia

Em uma conferência de imprensa em Doha, Al Ansari afirmou que a guerra com o Irã exerce pressão “insuportável” sobre a economia mundial. Questionado sobre a capacidade de um acordo, disse que o papel do Qatar é superar obstáculos e reduzir as diferenças entre os dois lados.

O porta-voz alertou que uma nova escalada causaria mais sofrimento na região. Apesar de o Qatar ter sido atingido por mísseis vindos do Irã, afirmou que o país continua defendendo uma solução pacífica e mantém contatos com Teerã.

Al Ansari destacou que o Golfo exporta, além de petróleo e gás, ureia e amônia, usadas na agricultura e na fabricação de fertilizantes. A região também fornece hélio, produtos petroquímicos e alumínio. Segundo ele, a interrupção dessas atividades pode afetar a renda de colheitas em países vulneráveis e levar regiões que abandonavam o carvão a voltar a utilizá-lo. A pressão, acrescentou, pode aumentar com a aproximação do inverno.

Segurança e navegação

O porta-voz afirmou que os países do Golfo, o Iraque e a Jordânia não escolheram participar do conflito entre o Irã e os Estados Unidos e não têm disputas próprias pendentes com Teerã. Para ele, uma solução duradoura também precisará incluir acordos de segurança regional baseados na coexistência e na não agressão.

A guerra começou no final de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O Qatar defende que a liberdade de navegação em Ormuz seja plenamente restaurada como parte de qualquer acordo de paz entre Washington e Teerã.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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