São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Polícia britânica não acha explosivos em veículos ligados a caso na RAF Fairford

Investigação ocorreu após suspeitas de atividade iraniana perto da base aérea; Netanyahu diz que Londres havia sido avisada sobre um possível ataque.

Polícia britânica não acha explosivos em veículos ligados a caso na RAF Fairford

A polícia britânica informou que não encontrou explosivos nos veículos investigados em um caso próximo à base aérea RAF Fairford. Segundo as autoridades, foi apreendida uma “quantidade de gasolina” após uma operação que contou com uma equipe de desativação de explosivos.

A investigação envolve cinco cidadãos britânicos detidos no domingo sob suspeita de crimes relacionados a explosivos e terrorismo. Eles foram liberados sob fiança. O caso ganhou novas interpretações depois de uma informação divulgada na quarta-feira indicar que um dos suspeitos teria procurado a polícia antes da detenção do grupo.

Declarações sobre possível envolvimento iraniano

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que havia “fortes indícios” de participação do Irã em uma atividade suspeita nas proximidades da RAF Fairford. A base é utilizada por forças dos Estados Unidos em operações relacionadas ao conflito com o Irã.

O presidente americano, Donald Trump, também mencionou a possibilidade de envolvimento iraniano. Antes disso, Trump e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, haviam dito que os serviços de inteligência conheciam os suspeitos e que um Estado estrangeiro poderia estar ligado ao episódio. As autoridades britânicas ainda não haviam se pronunciado sobre essa avaliação.

A embaixada do Irã em Londres rejeitou as especulações. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, escreveu no X que Burnham estava “a procurar no sítio errado”. Teerã também havia advertido Londres contra a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos.

Acusações de Netanyahu

Em entrevista à Fox News, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel havia avisado o Reino Unido sobre um plano iraniano para atacar uma base aérea. Segundo o primeiro-ministro israelense, o alerta foi dado pouco antes de o governo de Burnham anunciar sanções contra produtos de colonatos israelenses na Cisjordânia ocupada, em 8 de setembro.

“Fornecemos aos britânicos informações de que ia haver um ataque, um ataque apoiado pelo Irão. E praticamente no dia seguinte impuseram-nos sanções”, disse Netanyahu ao apresentador Sean Hannity. Ele criticou a pressão britânica sobre Israel por causa do tratamento dado aos palestinianos.

Burnham adotou uma posição mais dura em relação a Israel desde que assumiu o cargo no final de julho. As sanções foram impostas após uma onda de violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. O ministro das Relações Exteriores, Ed Miliband, classificou os episódios como limpeza étnica.

Uso das bases britânicas

O Reino Unido não participou da guerra contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Inicialmente, o país recusou um pedido de Donald Trump para usar bases britânicas em ataques contra o território iraniano.

Em março, porém, o então primeiro-ministro Keir Starmer autorizou o uso dessas bases pelos Estados Unidos em operações descritas como defensivas contra mísseis iranianos e locais de lançamento. Bombardeiros B-1 e B-52 partiram da RAF Fairford durante o conflito. Teerã afirma considerar alvo legítimo qualquer base usada para atacar seu território.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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