PORTUGAL — Tripulantes de cabine da easyJet aprovaram greves para 2 a 6 de outubro e 19 a 23 de dezembro. As paralisações devem afetar as operações da companhia nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
Para o primeiro período, o sindicato estima impacto em cerca de 500 voos programados. A paralisação de dezembro ocorrerá durante o início da semana do Natal, quando há aumento das viagens de lazer e dos deslocamentos para retorno às cidades de origem.
A decisão foi tomada em uma assembleia-geral de emergência realizada nesta semana. O recurso à greve foi aprovado por unanimidade pelos 188 associados do SNPVAC ligados à easyJet que participaram da reunião.
Reivindicações dos tripulantes
O sindicato afirma que a mobilização ocorre após tentativas de resolver questões trabalhistas e financeiras que, segundo a entidade, não foram atendidas pela empresa. Entre os problemas apontados estão mudanças frequentes nas escalas, suposto descumprimento do acordo coletivo, diferenças no tratamento entre tripulantes e pilotos e falhas no planejamento das operações.
Também são citadas pressões para a realização de horas extras, atribuídas à falta de trabalhadores. O SNPVAC afirma ainda que os tripulantes portugueses recebem menos do que profissionais de outras companhias aéreas em Portugal e de outras unidades da própria easyJet.
A entidade relata um ambiente de tensão causado pelo impasse nas negociações e acusa a empresa de prolongar a resolução dos conflitos trabalhistas. O sindicato também afirma que a companhia substitui tripulantes grevistas por integrantes da chefia e por profissionais de outros países da rede, mantendo voos que poderiam ser cancelados durante a paralisação.
A greve de outubro coincidirá com o fim de semana prolongado pelo feriado de 5 de outubro, data da Implantação da República em Portugal. A paralisação de dezembro ocorrerá no período que antecede o Natal.







