A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram as propostas finais para a compra de 44,9% da TAP, encerrando a etapa de apresentação de ofertas. A decisão sobre o investidor ficará agora com o Governo, que deverá analisar as condições apresentadas pelas duas companhias aéreas.
O anúncio foi feito pela Parpública, empresa responsável pela gestão das participações do Estado. Em comunicado, a estatal informou que vai preparar um relatório sobre as melhorias incluídas nas propostas e encaminhá-lo aos ministros responsáveis pelas áreas das finanças e do transporte aéreo.
O prazo para a entrega das ofertas terminou esta quarta-feira. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, havia afirmado na segunda-feira que os candidatos apresentariam suas propostas até essa data e que o Governo teria 15 dias para se manifestar sobre o processo.
As ofertas finais devem incluir as condições financeiras e estratégicas para a entrada no capital da TAP. Entre os pontos a serem avaliados estão o investimento previsto, o desenvolvimento da frota, a manutenção, o uso de combustíveis sustentáveis e o cumprimento dos compromissos trabalhistas.
A Air France-KLM informou que mantém o interesse na companhia portuguesa e apresentou uma proposta para uma participação de até 49,9% na TAP. Benjamin Smith, CEO do grupo, afirmou que “o interesse na TAP está mais forte do que nunca”. A empresa também disse que sua oferta prevê uma transportadora de bandeira portuguesa mais forte, com Lisboa como hub exclusivo do grupo no sul da Europa.
A Lufthansa declarou que sua proposta se baseia na experiência do grupo no desenvolvimento de companhias aéreas de rede. A empresa afirmou que pretende apoiar o crescimento futuro da TAP, ampliar sua competitividade e preservar seu papel como companhia aérea de bandeira de Portugal.
O processo ainda prevê uma fase opcional de negociações para o aperfeiçoamento das ofertas. A escolha do investidor dependerá de etapas formais, entre elas a aprovação pelo Conselho de Ministros e a autorização das autoridades europeias de concorrência.
A venda também inclui 5% das ações reservadas aos trabalhadores. Caso parte dessa participação não seja subscrita, as ações poderão ser adquiridas pelo investidor selecionado.







