Passageiros que viajam dentro da União Europeia poderão levar duas peças de bagagem de cabine sem pagar taxas adicionais, caso comprem uma tarifa padrão. A mudança faz parte da revisão dos direitos dos passageiros aéreos, acordada provisoriamente em junho pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros da UE.
A nova regra prevê o transporte de um objeto pessoal, como uma bolsa ou mochila, que deverá caber sob o assento dianteiro. Também será permitida uma mala de cabine de até 7 kg, com dimensões combinadas de até 100 cm.
A aplicação ainda não tem data definitiva. As alterações precisam concluir o processo legislativo da UE e só poderão entrar em vigor, no mínimo, no fim de 2027. Outubro de 2027 é apontado como a data mais provável para o início.
O Parlamento Europeu afirma que o passageiro terá direito a levar um objeto pessoal a bordo “sem taxas adicionais”. A medida pode eliminar algumas cobranças atualmente feitas pelas companhias aéreas pela bagagem de cabine. Ao mesmo tempo, as empresas continuarão autorizadas a oferecer tarifas mais baixas para quem escolher viajar sem bagagem de cabine. O modelo de preços ainda não foi definido.
Passageiros que partem do Reino Unido
As regras não deverão beneficiar passageiros que embarcam no Reino Unido. A easyJet UK afirma que as novas disposições valerão para esses viajantes apenas nos voos de retorno com partida de países da UE.
A companhia também diz que passageiros em voos que saem do Reino Unido não terão direito a um item gratuito de bagagem de cabine. A previsão se aplica às companhias aéreas sediadas no país, incluindo British Airways e Jet2.
A easyJet informou que está revisando suas próprias regras de bagagem para se preparar para a entrada em vigor da legislação europeia. A revisão mais ampla dos direitos dos passageiros também inclui temas como atrasos, cancelamentos e indenizações.







