São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Cimeira reúne líderes para discutir defesa, espaço e ameaças híbridas na Europa

Encontro debateu o apoio à Ucrânia, a defesa aérea, a indústria militar e a relação entre Europa e Estados Unidos.

Cimeira reúne líderes para discutir defesa, espaço e ameaças híbridas na Europa

A primeira Cimeira de Defesa e Espaço reuniu, na quarta-feira, o secretário-geral da NATO, ministros, autoridades e líderes da indústria para discutir a segurança europeia. O encontro ocorreu enquanto governos avaliam o aumento dos gastos militares, as capacidades de defesa e a produção do setor diante da guerra na Ucrânia e de ataques híbridos contra aliados europeus.

O primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, criticou a estratégia da União Europeia de apoio à Ucrânia e defendeu mais esforço diplomático com o Kremlin. Para ele, a guerra expôs dificuldades na avaliação das ameaças, na definição de objetivos políticos e na formulação de uma estratégia militar.

Radev também alertou para o risco de um ataque nuclear contra a Europa. A Rússia tem cerca de 4 400 ogivas nucleares armazenadas, das quais 1 796 estão estrategicamente posicionadas. O líder búlgaro afirmou que a existência dessas armas precisa ser considerada nos cálculos de segurança do continente.

NATO destaca defesa aérea

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse que a aliança é defensiva e afirmou que não há ameaça imediata ao território dos países-membros. Ele também declarou que a organização está preparada para responder a qualquer ataque e pediu que os aliados mantenham o apoio militar à Ucrânia.

Rutte citou ataques híbridos, como um incêndio contra uma empresa de robótica de defesa na Estónia e uma tentativa de ataque com drone no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Segundo ele, essas ações buscam desviar a atenção do impasse no campo de batalha, dividir os países ocidentais e reduzir o apoio a Kiev.

O secretário-geral apontou a defesa aérea como uma das principais vulnerabilidades da Ucrânia. A Rússia tem realizado ataques aéreos prolongados contra cidades ucranianas, pressionando as reservas de interceptadores. Rutte pediu aos aliados o fornecimento de interceptadores Patriot.

Bélgica pede mais produção

O ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, afirmou que a Europa enfrenta um período de aumento da interferência russa e defendeu a ampliação da defesa aérea, das reservas militares e da produção industrial. Ele disse que a experiência da Ucrânia deve ser usada para acompanhar a rápida evolução tecnológica no campo de batalha.

Francken também reconheceu o baixo investimento histórico da Bélgica na defesa. O país destinava 1% do PIB ao setor, percentual que, segundo o ministro, duplicou desde então. Ele afirmou que não é possível recuperar em 18 meses o que foi deixado de lado durante 40 anos.

Estados Unidos defendem integração

Matthew Whitaker, embaixador dos Estados Unidos junto à NATO, afirmou que Washington continua comprometido com a segurança europeia e pediu que os aliados avancem em sua participação na defesa comum.

Já Andrew Puzder, embaixador dos Estados Unidos junto à União Europeia, criticou a preferência por produtos “Made in Europe” nas compras públicas do bloco, inclusive em contratos de defesa. Ele defendeu uma abordagem “Made in NATO”, com maior acesso de empresas norte-americanas aos contratos europeus.

Puzder argumentou que decisões sobre equipamentos militares devem considerar capacidade e disponibilidade, e não apenas a origem geográfica dos produtos. Para ele, os países da aliança são mais fortes quando atuam em conjunto.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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