São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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IA aparece em quase um quarto dos casos de cyberbullying na Espanha

Relatório aponta aumento do uso de inteligência artificial em episódios de cyberbullying entre estudantes espanhóis.

IA aparece em quase um quarto dos casos de cyberbullying na Espanha

O uso de inteligência artificial em casos de cyberbullying na Espanha aumentou de 14,2% para 23,5% em um ano letivo, segundo o VIII Relatório sobre Bullying Escolar em Centros Educativos, elaborado pelas fundações Mutua Madrileña e ANAR. O levantamento considera episódios identificados pelos próprios alunos no ano letivo 2025-2026 e no período anterior.

A pesquisa reuniu respostas de 18.245 alunos e 412 professores de 236 escolas e liceus espanhóis. Entre os estudantes consultados, 14,1% afirmaram que eles próprios ou algum colega sofre bullying escolar, cyberbullying ou os dois. No ano letivo anterior, esse percentual era de 12,3%.

Os dados não permitem atribuir à inteligência artificial o aumento geral dos casos. O relatório, porém, mostra que a tecnologia passou a ocupar mais espaço no cyberbullying e ampliou as formas de manipular imagens, vídeos, áudios e identidades.

Imagens, voz e identidade

A criação de vídeos falsos a partir de fotografias de outros alunos foi o uso mais frequente da inteligência artificial nos episódios analisados: 79,5% dos casos em que a tecnologia foi utilizada. A manipulação de arquivos de voz ou áudio apareceu em 57,5%, enquanto a usurpação de identidade foi registrada em 47,9%.

As meninas representaram 60,3% das vítimas de cyberbullying com uso de inteligência artificial. A UNICEF afirma que esse tipo de agressão pode ocorrer a qualquer hora, alcançar rapidamente um público amplo e fazer com que a vítima sinta não ter um lugar seguro.

Na Espanha, 19,2% das meninas e 12,7% dos meninos entre 10 e 20 anos disseram ter sofrido cyberbullying no último ano. O dado consta de um estudo da UNICEF Espanha baseado nas respostas de 75.329 alunos.

O WhatsApp foi o principal canal de cyberbullying identificado no relatório da Mutua Madrileña e da ANAR, presente em 78,4% dos casos. Em seguida aparecem TikTok, com 65,6%, Instagram, com 50,4%, e videogames e outros jogos online, com 46,4%.

A divulgação de rumores ou informações falsas foi o comportamento mais comum, registrada em 71% dos casos. Depois aparecem a gravação e publicação de agressões físicas, com 59,5%, e as mensagens ameaçadoras ou abusivas, com 54,2%. Para 22,8% das vítimas, o problema durava há mais de um ano.

Dificuldades para escolas e professores

A pesquisa também aponta obstáculos para identificar e interromper as agressões. Três em cada dez alunos não consideram cúmplice quem reencaminha um vídeo que humilha um colega.

Entre os professores, 87,9% disseram que o uso inadequado de novas tecnologias e redes sociais está entre os principais fatores associados ao bullying escolar. A pressão dos colegas foi citada por 89,3%.

No último ano letivo, 22,9% dos docentes afirmaram ter tomado conhecimento direto de um caso de bullying em sua turma, ante 15% no período anterior. O problema foi resolvido em 63,8% das situações, enquanto as agressões continuaram em 36,2%.

A falta de recursos, como tempo e apoio, ou a existência de turmas muito grandes foi mencionada por 84,6% dos professores. Outros 69% citaram obstáculos burocráticos ou a ausência de protocolos claros, e 46,9% apontaram falta de formação das equipes docentes.

Para casos de cyberbullying, a UNICEF recomenda não responder às agressões, guardar provas, bloquear e denunciar os agressores nas plataformas e comunicar a situação à escola. A organização também orienta buscar ajuda profissional quando o bullying afetar o bem-estar emocional do menor.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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