São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Infecções congênitas elevam riscos de autismo e deficiência intelectual

Estudo com 3,7 milhões de pessoas na Suécia associou infecções TORCH a diagnósticos posteriores e pior desempenho escolar.

Infecções congênitas elevam riscos de autismo e deficiência intelectual

Pessoas nascidas com infecções transmitidas durante a gravidez tiveram risco cerca de três vezes maior de receber diagnóstico de autismo e mais de sete vezes maior de ser diagnosticadas com deficiência intelectual, em comparação com aquelas sem essas infecções. A associação foi identificada em um estudo que acompanhou participantes por até três décadas.

A análise incluiu 3,7 milhões de pessoas nascidas na Suécia entre 1987 e 2021. Desse total, 975 haviam recebido diagnóstico de infecção congênita do grupo TORCH, que inclui sífilis, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e herpesvírus.

Os agentes podem atravessar a placenta e atingir diretamente o feto. Essas infecções estão associadas a aborto espontâneo, morte fetal e complicações na gravidez. Reneé Gardner, pesquisadora do Departamento de Saúde Pública Global do Instituto Karolinska, afirmou que, embora sejam raras, algumas podem ser prevenidas e, por isso, têm relevância para a saúde pública.

Segundo os autores, uma em cada cinco crianças nascidas com uma infecção TORCH poderá desenvolver autismo mais tarde. O risco de deficiência intelectual grave a profunda foi até 30 vezes superior ao observado entre crianças sem infecção. A associação foi registrada em todos os graus de deficiência intelectual.

Desempenho escolar e prevenção

O estudo também encontrou relação com resultados escolares mesmo quando não havia diagnóstico de autismo ou deficiência intelectual. Entre os participantes, 420 tinham uma infecção TORCH diagnosticada e apresentaram baixo desempenho escolar.

O citomegalovírus congênito é apontado como a infecção TORCH mais comum globalmente e afeta cerca de um em cada 150 recém-nascidos. O impacto é maior nos países de baixo e médio rendimento.

Os autores defendem o fortalecimento das estratégias de prevenção, incluindo o desenvolvimento, a aplicação e a manutenção de campanhas de vacinação em massa. Também recomendam métodos mais eficazes para identificar casos assintomáticos, já que o rastreamento neonatal para TORCH não é universal, inclusive em sistemas como o sueco.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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