São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lisboa libera mosquitos machos estéreis para conter espécie transmissora de doenças

Experimento em Alvalade testa se a liberação de machos estéreis reduz a reprodução do mosquito-tigre-asiático.

Lisboa libera mosquitos machos estéreis para conter espécie transmissora de doenças

Trinta mil mosquitos machos estéreis serão soltos nesta quinta-feira em Alvalade, na capital portuguesa, na etapa final de um projeto experimental para reduzir a reprodução do mosquito-tigre-asiático, da espécie Aedes albopictus. Esses mosquitos não picam.

A iniciativa busca avaliar se os machos esterilizados conseguem competir com os exemplares selvagens e diminuir a reprodução da espécie. Os acasalamentos com os insetos estéreis não geram descendentes. Como apenas as fêmeas precisam de sangue, a redução da reprodução pode limitar a quantidade de mosquitos capazes de picar seres humanos.

Esta será a última liberação prevista no projeto. Ao todo, já foram soltos 60 mil mosquitos em Lisboa. Afonso Moreira, médico de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria, afirmou que os insetos foram esterilizados por uma técnica considerada comprovada e segura.

“Eles, no fundo, vão competir com os mosquitos machos que já existem no local”, disse Moreira, que também é responsável pelo projeto.

Avaliação do experimento

Nesta primeira fase, os pesquisadores vão observar principalmente o comportamento dos mosquitos liberados, incluindo a capacidade de dispersão e de sobrevivência na área de intervenção. Se os resultados forem favoráveis, a previsão é que em maio a pesquisa avance para um estudo comparativo entre áreas onde os mosquitos foram liberados e regiões de controle.

O mosquito-tigre-asiático foi escolhido por poder transmitir dengue, zika e febre-amarela. O risco ocorre quando o inseto pica uma pessoa infectada e depois transmite o agente a outra pessoa.

Moreira ressaltou que a soltura de mosquitos estéreis é apenas uma das formas de controle. Para o pesquisador, também é necessário continuar eliminando os locais onde a espécie se reproduz.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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