São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ministro belga prevê novos ataques russos e cobra aceleração na defesa europeia

Theo Francken classificou a Rússia como a maior ameaça à segurança da Bélgica e defendeu mais defesa aérea e produção militar.

Ministro belga prevê novos ataques russos e cobra aceleração na defesa europeia

O ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, afirmou nesta quarta-feira que a Europa deve se preparar para novos ataques híbridos russos nos próximos meses. Durante um evento sobre defesa e espaço, em Bruxelas, ele disse que o continente enfrenta um “inverno sombrio” e defendeu o fortalecimento das defesas aéreas.

Francken classificou a Rússia como a maior ameaça à segurança da Bélgica. O país registrou neste ano vários incidentes envolvendo drones, alguns deles com impacto no tráfego aéreo. Para o ministro, a Europa também precisa da tecnologia ucraniana para enfrentar drones russos movidos a jato.

“Tudo tem de avançar mais depressa”, afirmou Francken, ao defender o aumento das reservas, da produção e da capacidade industrial europeia. Ele disse que a Rússia tem 50 anos de experiência em ataques híbridos e que a Bélgica precisa acompanhar a evolução tecnológica.

O ministro também alertou para o risco de equipamentos ficarem obsoletos. “Não quero ter 200 mil drones armazenados algures e, dois meses depois, já nem os poder utilizar porque estão ultrapassados”, declarou.

Gastos militares

Francken disse que a Bélgica investiu pouco em defesa durante longo período e que agora está ampliando os gastos militares. Segundo ele, o país destinava 1% do PIB à área, percentual que já duplicou.

O ministro afirmou, porém, que não é possível recuperar em 18 meses o que, em sua avaliação, foi negligenciado durante 40 anos. Ele também disse que a Bélgica tem atualmente a maior dívida da União Europeia e uma das situações orçamentárias mais difíceis do bloco.

Apesar das restrições, Francken afirmou que o governo mantém o compromisso de elevar os gastos com defesa. Para ele, destinar 5% do PIB à área não seria realista para a Bélgica em um futuro próximo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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