São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Incidentes com drones elevam tensão entre países europeus e Rússia

Polônia, Moldávia, Luxemburgo e Reino Unido relataram ocorrências aéreas enquanto os EUA ampliaram sanções contra Moscou.

Incidentes com drones elevam tensão entre países europeus e Rússia

Países europeus registraram novos incidentes aéreos neste sábado (19), em meio ao aumento das tensões com a Rússia. A Polônia acionou sistemas de defesa e reconhecimento por radar, Luxemburgo investigou drones perto de seu principal aeroporto e a Moldávia analisou uma possível entrada não autorizada em seu espaço aéreo.

Na Polônia, o exército colocou em alerta os sistemas de defesa aérea em terra e os equipamentos de reconhecimento por radar. As operações foram encerradas posteriormente, sem registro de violação do território, informou o comunicado militar. Os sistemas voltaram ao funcionamento normal.

Na Moldávia, uma explosão ocorrida na sexta-feira em Colonita, perto da capital Chisinau, foi seguida pela localização de destroços que poderiam pertencer a um drone. A polícia informou ter encontrado fragmentos em um raio de 100 metros do local e disse que nenhum outro artefato explosivo foi localizado.

O Ministério das Relações Exteriores moldavo afirmou que o episódio representa uma consequência da guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia. A pasta declarou que qualquer entrada não autorizada no espaço aéreo do país viola sua soberania.

Ocorrências em Luxemburgo e no Reino Unido

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, disse que o país trabalha com aliados da Otan para esclarecer a presença de drones. Segundo ele, aparelhos potencialmente maiores foram detectados nos últimos dias, mas ainda não era possível determinar sua origem.

O aeroporto de Luxemburgo interrompeu temporariamente o tráfego na noite de sexta-feira como medida de precaução. A Luxair informou que mais de 1.800 passageiros foram afetados e que 17 voos de chegada foram desviados para Bruxelas, Paris e Frankfurt.

No Reino Unido, foram registrados 340 incidentes de segurança envolvendo drones em instalações do Ministério da Defesa ou nas proximidades entre agosto de 2025 e 2026. No ano passado inteiro, foram 250 ocorrências, contra 126 no ano anterior.

A secretária de Estado das Forças Armadas, Louise Sanders-Jones, afirmou que o governo considera séria a ameaça de drones hostis. Ela disse que o crescimento dos registros também reflete avanços na vigilância e na notificação. Em fevereiro, foram criadas zonas de espaço aéreo restrito sobre 44 instalações militares estratégicas; outros 160 locais serão incluídos nos próximos meses.

Reações políticas e novas sanções

Na França, Emmanuel Macron afirmou na sexta-feira (18) que a ameaça híbrida russa contra os europeus e o país se intensificou nas últimas semanas. Marine Le Pen e Jordan Bardella, do partido Reunião Nacional, condenaram atos hostis de Moscou e disseram que a Rússia não deve ditar a política francesa por intimidação, ameaça, desestabilização ou pressão psicológica.

A Rússia convocou a encarregada de negócios interina britânica para protestar contra o aumento do fornecimento de drones e outros armamentos à Ucrânia. Moscou declarou que instalações militares britânicas em território ucraniano seriam consideradas alvos legítimos se fossem usadas para apoiar ataques de longo alcance contra a Rússia.

Nos Estados Unidos, Donald Trump promulgou uma lei com novas sanções contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, especialmente contra o setor de energia. A medida permite a aplicação de tarifas de até 100% sobre os cinco principais países importadores de gás e petróleo russos, incluindo China e Índia. O texto também tem como alvos a chamada frota fantasma russa, Vladimir Putin e outras autoridades de alto escalão.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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