São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Museu de arte contemporânea MUZEU abre em Braga com 100 obras

Instituição reúne trabalhos de 84 artistas em cinco andares e propõe reflexão sobre arte, sociedade e vida em comunidade.

Museu de arte contemporânea MUZEU abre em Braga com 100 obras

O MUZEU, novo museu de arte contemporânea de Braga, abriu ao público em abril com uma coleção distribuída por cinco pisos e cerca de 3 000 metros quadrados. A instituição reúne mais de uma centena de obras de 84 artistas, sendo 45 de Portugal e 39 de outros países.

Fundado por José Teixeira, o museu tem como lema “Be realistic, demand the impossible”, frase associada à agitação civil de maio de 1968 em Paris. O slogan foi inspirado em um graffiti fotografado por Gérard-Aimé na Pont de Neuilly.

Para Teixeira, o MUZEU deve aproximar os visitantes da arte e estimular a reflexão sobre questões morais, sociais e éticas. O fundador também defende que literatura, poesia e artes podem ajudar a formular perguntas sobre o trabalho e a convivência. Entre os objetivos que associa ao museu estão ler, visitar exposições, pensar e refletir sobre como viver em comunidade.

Coleção e proposta

A coleção inclui trabalhos de Pablo Picasso, Alex Katz, Artur Lescher, Candida Höfer, Nan Goldin e Eduardo Batarda. Uma galeria foi dedicada à produção de Anselm Kiefer. A fotografia ocupa lugar central no acervo, uma das áreas de maior interesse de Teixeira.

A coleção reúne artistas de 16 países. São 57 homens e 27 mulheres. Teixeira também é diretor executivo do dstgroup, empresa industrial de Portugal, e mantém obras de arte, bibliotecas, instalações e materiais esportivos no campus da companhia em Braga.

Obra com réplicas de armas

Entre os destaques da exposição inaugural, chamada “Abrir Abril”, está Handle with care, de Elias Nafaa. A instalação é formada por 300 réplicas de vidro, moldadas à mão, de armas usadas em conflitos contemporâneos. A obra foi apresentada pela primeira vez este ano na Bienal de Quebeque.

Nafaa afirmou que o uso do vidro transforma instrumentos de destruição em objetos frágeis para contemplação. Segundo o artista, as réplicas foram organizadas de acordo com a frequência de uso dos modelos pesquisados.

O trabalho enfrentou dificuldades para ser exposto e ficou retido por mais de duas semanas, até a véspera da abertura. Handle with care integra a programação inicial do MUZEU e pode ser visitada até 31 de outubro de 2026.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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