São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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UE negocia retirada de Usmanov de sanções em troca de renovação do regime

França tenta retirar Alisher Usmanov da lista de sanções da União Europeia enquanto busca a libertação de dois cidadãos presos no Azerbaijão.

UE negocia retirada de Usmanov de sanções em troca de renovação do regime

Embaixadores da União Europeia tentam fechar um acordo para retirar o empresário Alisher Usmanov da lista de sanções contra a Rússia e, ao mesmo tempo, renovar o regime punitivo por 36 meses. A proposta está ligada à possível libertação de dois cidadãos franceses presos no Azerbaijão.

A presidência irlandesa do Conselho da União Europeia apresentou um compromisso que também prevê a retirada de Mikhail Fridman da lista. Os dois empresários russos seriam excluídos em troca de uma extensão excepcional das sanções, criada para evitar novos impasses.

Os embaixadores se reuniram na manhã desta segunda-feira, mas não chegaram a um consenso. Uma nova reunião foi prevista para o início da tarde. "Os contornos de um acordo começam a surgir", disse um diplomata.

Pressão sobre as negociações

O prazo para renovar as sanções contra mais de 2.600 pessoas e entidades acusadas de apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia termina à meia-noite de terça-feira. A prorrogação exige unanimidade dos países da União Europeia e costuma ocorrer a cada seis meses.

A possível retirada de Usmanov continua enfrentando resistência política. O Uzbequistão e outros países de cultura turca pressionam há dois anos pela exclusão do empresário, que tem cidadania russa e uzbeque. Os advogados dele também defendem a retirada.

Autoridades uzbeques e a França teriam chegado a um entendimento que prevê a exclusão de Usmanov em troca da libertação dos dois franceses pelo Azerbaijão. O acordo provocou preocupação entre países do bloco, que temem a criação de um precedente. O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, deve conceder um indulto como parte do entendimento.

A União Europeia incluiu Usmanov nas sanções nos primeiros dias da invasão da Ucrânia, citando seus "laços estreitos" com o presidente russo Vladimir Putin e interesses em setores da economia russa que gerariam receitas substanciais ao Estado. O empresário, de 73 anos, nega as acusações.

A França não confirmou a eventual troca e classificou o caso como uma questão de segurança nacional. Desde setembro de 2024, o país desaconselha viagens ao Azerbaijão por causa do risco de detenção, prisão arbitrária e julgamento injusto.

A Ucrânia pediu que Usmanov e Fridman continuem sancionados. Vladyslav Vlasiuk, conselheiro para sanções do presidente ucraniano, questionou a discussão sobre a retirada das medidas enquanto a guerra continua.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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