São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Papel de alumínio no passaporte vira tendência, mas especialistas contestam utilidade

Especialistas dizem que a leitura não autorizada de dados do passaporte é extremamente improvável durante viagens.

Papel de alumínio no passaporte vira tendência, mas especialistas contestam utilidade

Uma tendência de viagem que se espalhou por plataformas como TikTok, Reddit e fóruns especializados levou turistas a embrulhar o passaporte em papel de alumínio. A prática é apresentada como forma de evitar o roubo digital de informações, mas especialistas consideram a proteção desnecessária e sem utilidade prática.

Os passaportes alemães modernos têm um chip RFID no cartão de dados. Segundo o Gabinete Federal para a Segurança da Informação, o dispositivo permite uma verificação de identidade rápida e resistente à falsificação nas fronteiras. O chip armazena a fotografia digital e informações pessoais como nome, local de nascimento, sexo, cor dos olhos, altura e residência. Também contém duas impressões digitais coletadas durante o pedido do documento.

Risco de leitura não autorizada

A possibilidade de criminosos interceptarem esses dados sem contato direto alimenta a recomendação de usar alumínio. O alcance do chip, porém, é muito reduzido. Especialistas afirmam que, no cotidiano das viagens, uma leitura não autorizada é extremamente improvável e que o aparelho precisaria estar em contato direto com o passaporte, de forma semelhante ao funcionamento de um pagamento sem contato.

O papel de alumínio pode funcionar como uma barreira improvisada contra ondas de rádio, mas não oferece benefício relevante nesse contexto. Nos controles de fronteira, retirar e recolocar o material pode provocar esperas desnecessárias e chamar a atenção de outros viajantes.

As informações do documento também têm proteção institucional. Na Alemanha, não há armazenamento central dos dados contidos no chip. Os registros mantidos pelas autoridades reúnem apenas as mesmas informações que já eram armazenadas antes da adoção dos passaportes eletrônicos.

As impressões digitais ficam exclusivamente no próprio passaporte. Conforme previsto na Lei do Passaporte, as autoridades apagam de forma irreversível os registros usados na produção assim que o titular retira o documento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5