São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

PISA aponta que desempenho de estudantes portugueses voltou ao nível de 2006

Relatório mostra queda em matemática, leitura e ciências, além de desigualdade social persistente no desempenho escolar em Portugal.

PISA aponta que desempenho de estudantes portugueses voltou ao nível de 2006

O desempenho dos estudantes de Portugal em matemática, leitura e ciências voltou a níveis próximos aos de 2006, segundo o relatório PISA de 2025. Embora as pontuações estejam próximas da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os resultados representam uma reversão dos avanços registrados desde 2006.

O estudo avaliou alunos de 15 anos. Em ciências, o desempenho ficou significativamente abaixo do observado em 2015. Em leitura e matemática, as perdas recentes se somaram às quedas registradas entre 2015 e 2022.

Na comparação com 2015, a proporção de estudantes com desempenho inferior ao Nível de Proficiência 2 aumentou 11 pontos percentuais em matemática, 11 pontos percentuais em leitura e 7 pontos percentuais em ciências.

Portugal ficou em 27º lugar entre 91 países, com 482 pontos. China, Singapura e Macau ocuparam as primeiras posições. Entre os países europeus, a Estônia teve o melhor resultado, com 527 pontos.

Em Portugal, 6945 alunos de 225 escolas participaram da avaliação. No mundo, o PISA avaliou 760 mil alunos de 15/16 anos. O relatório também registra que os resultados estagnaram ou diminuíram em muitos países após a queda observada no PISA 2022.

Desigualdade social

O relatório aponta que 39% dos alunos de Portugal estavam no quartil superior da escala socioeconômica internacional, grupo que reúne os estudantes mais favorecidos que fizeram o teste. Nesse grupo, a média em ciências foi de 524 pontos.

A diferença de desempenho em ciências entre os 25% de alunos com melhor situação socioeconômica e os 25% com pior situação foi de 92 pontos. A média dessa diferença nos países da OCDE foi de 85 pontos.

Entre 2015 e 2025, a diferença permaneceu estável em Portugal, enquanto a média nos países da OCDE diminuiu. O relatório afirma que o status socioeconômico foi um fator preditivo do desempenho em ciências em todos os países e economias participantes.

Cerca de 11% dos alunos desfavorecidos em Portugal alcançaram resultados no quartil superior em ciências. O estudo classifica esses estudantes como academicamente resilientes, por terem atingido desempenho de excelência em comparação com os alunos do próprio país, apesar da desvantagem socioeconômica.

Governo rejeita responsabilidade pelo período avaliado

O secretário de Estado Adjunto da Educação, Ciência e Inovação, Alexandre Homem de Cristo, lamentou os resultados e reconheceu o declínio nas três disciplinas. Ele afirmou que o governo está preocupado e atento.

“Estamos a falar de resultados que são históricos, mas no sentido negativo”, disse o secretário de Estado.

Homem de Cristo afirmou que as conclusões do PISA não estão diretamente relacionadas ao período de atuação do governo atual. Segundo ele, isso não impede o Executivo de se considerar responsável por buscar soluções.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5