O projeto para explorar a jazida de terras raras de Fensfeltet, na Noruega, enfrenta questionamentos ambientais por causa da área prevista para as estruturas de superfície. Estudos identificaram no local 78 espécies de animais, plantas e fungos ameaçadas de extinção em diferentes graus.
A região abriga florestas antigas consideradas de grande valor ecológico. Entre as espécies listadas estão besouros que dependem de madeira em decomposição, olmos, freixos, musgos e dezenas de tipos de cogumelos.
Diante da controvérsia, o governo norueguês passou a coordenar neste ano o planejamento do projeto. A responsabilidade era anteriormente do município. A mudança também prevê analisar locais alternativos para as instalações de superfície.
A jazida fica a cerca de 150 quilômetros a sudoeste de Oslo e contém uma estimativa de 15,9 milhões de toneladas de óxidos de terras raras. O depósito inclui neodímio e praseodímio, usados na produção de ímãs de alta potência para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa.
O governo anunciou nesta quarta-feira (23) que pretende aprovar o plano de exploração até 2028, no mais tardar. A ministra do Comércio e Indústria da Noruega, Cecilie Myrseth, afirmou: “A meta é ter um plano de exploração pronto até 2028, e, se possível, antes disso”.
A Rare Earths Norway (REN), que detém os direitos sobre o depósito, prevê começar a extração na primeira metade da década de 2030, depois de atrasos no cronograma. A empresa promete uma “mina invisível”, com a extração e a britagem feitas no subsolo.
As terras raras são matérias-primas consideradas críticas para as transições energética e digital. A União Europeia busca aumentar a produção desses minerais para diminuir a dependência da China, que domina amplamente a cadeia global de fornecimento. Atualmente, nenhuma mina do tipo está em operação no continente europeu.







