São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Protesto por moradia mantém acampamento e pressiona governo espanhol em Madrid

Manifestantes exigem aprovação de decreto habitacional nesta terça-feira após o despejo de Maricarmen Abascal.

Protesto por moradia mantém acampamento e pressiona governo espanhol em Madrid

A aprovação de um decreto habitacional nesta terça-feira é a principal exigência dos manifestantes que mantêm um acampamento na Puerta del Sol, em Madrid. O Sindicato de Inquilinas e Inquilinos de Madrid quer que a norma inclua, entre outras medidas, o congelamento dos preços dos aluguéis.

A mobilização ocorreu após o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que deixou na quarta-feira a casa alugada onde viveu durante 70 anos, no bairro de Retiro. O caso passou a ser chamado de “efeito Maricarmen” e motivou protestos em 40 cidades, sob o lema “Nem mais uma Maricarmen”.

A manifestação de sábado começou às 18h30 na Puerta del Sol e terminou no Congresso dos Deputados. O governo espanhol estimou a presença de 25.000 pessoas, enquanto o Sindicato de Inquilinas calculou 300.000 participantes. Famílias, jovens e grupos de idosos participaram da marcha.

Pressão sobre o governo

O sindicato chamou o decreto de “decreto Maricarmen”. Para o porta-voz da organização, Gonzalo Álvarez, o objetivo é promover “mudanças estruturais” e fazer com que a moradia seja tratada como necessidade básica, e não como ativo financeiro. Ele afirmou que o despejo funcionou como detonador do protesto pela injustiça, pela dureza do caso e pela atuação policial.

Álvarez passou a noite no acampamento e disse que, se o decreto não for aprovado, os parceiros de esquerda do Executivo, como o Sumar, deveriam avaliar a possibilidade de derrubar o governo. A porta-voz Alicia del Río classificou o caso de Maricarmen como um ponto sem retorno na luta por moradia e afirmou que o governo deveria reconsiderar sua continuidade se a medida não avançar.

A mobilização também expôs divergências no bloco de esquerda. Irene Montero, eurodeputada do Podemos, rejeitou que o governo negocie o decreto com o Junts e defendeu a expropriação de 650.000 moradias em poder de fundos considerados “abutres” para destiná-las ao aluguel social. Ione Belarra, secretária-geral do Podemos, disse que o partido continuará pressionando por uma norma que considere adequada, mas ressaltou que nenhuma medida resolverá sozinha o problema sem mobilização nas ruas.

Noite na Puerta del Sol

Cerca de 150 tendas foram montadas na praça depois do fim da manifestação de sábado. O acampamento foi convocado pelo Sindicato de Inquilinas e Inquilinos de Madrid, que pediu aos participantes que levassem sacos de dormir, esteiras, comida ou água.

Os manifestantes passaram a noite em esteiras, sacos de dormir e, em alguns casos, diretamente no chão. Grupos permaneceram conversando até a madrugada, enquanto os acampados mantiveram reservas de alimentos e água para continuar o protesto nos próximos dias.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional acompanharam a concentração de forma permanente, sem registro de incidentes. A iniciativa foi comparada ao acampamento iniciado pelo Podemos em 15 de março de 2011, com o lema “Sí se puede”. Pablo Iglesias, fundador do partido e um dos iniciadores do movimento 15-M na Espanha, afirmou que Maricarmen poderia ser a Rosa Parks espanhola e manifestou expectativa de que a mobilização se espalhe pelo país.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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