São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Revolut investiga roubo de dados de cerca de 680 clientes europeus

Grupo exige 3 milhões de dólares e ameaça vender informações sensíveis caso não receba o pagamento em 24 horas.

Revolut investiga roubo de dados de cerca de 680 clientes europeus

A Procuradoria de Reggio Calabria abriu uma investigação sobre o roubo de dados de cerca de 680 clientes europeus da Revolut. O grupo responsável exige 3 milhões de dólares e ameaça vender as informações a outras organizações criminosas se não receber o valor em 24 horas.

A empresa de serviços bancários confirmou que os dados foram expostos, mas informou que os fundos dos clientes não foram movimentados. Os hackers teriam obtido as informações ao usar um email institucional comprometido da Prefettura de Reggio Calabria.

O grupo, identificado como “iamnotavillain”, publicou o pedido de resgate em um site na dark web, na quarta-feira à tarde. A quantia exigida equivale a 2,61 milhões de euros e deveria ser paga em Monero, uma criptomoeda conhecida pela dificuldade de rastreamento em razão de suas características de privacidade.

A mensagem divulgada pelos criminosos dizia: “6 000 XMR / 3 000 000 $… caso contrário, todos os dados serão vendidos e ficarão com as mãos manchadas de sangue”. O grupo afirmou que ainda não havia contatado a Revolut para iniciar uma negociação.

Investigação na Itália

A Polícia Postal classificou a operação, que durou meses, como sofisticada. Os investigadores ainda apuram se o computador comprometido pertencia à Prefettura de Reggio Calabria ou ao Ministério do Interior, conhecido como Viminale. Também verificam se o endereço institucional usado nos pedidos foi infiltrado ou clonado.

Um vídeo de 60 segundos enviado pelos hackers mostra um usuário não identificado percorrendo documentos que poderiam pertencer à Revolut. Segundo as informações divulgadas pelo grupo, o material somaria 147 gigabytes e incluiria dados de passaportes, cartas de condução, outros documentos de identificação e fotografias.

A Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo e a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo participam do caso porque o incidente envolve um organismo governamental. A Autoridade italiana de proteção de dados também iniciou uma verificação sobre possíveis falhas na segurança de bancos do país e pediu uma “verificação célere” aos responsáveis pela proteção de dados.

A autoridade italiana entrou em contato com o órgão correspondente da Lituânia, onde fica a sede legal da Revolut, para trocar informações. As investigações deverão esclarecer as circunstâncias da invasão e verificar se outros organismos públicos também foram afetados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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