São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Bitget atribui roubo de US$ 387,5 milhões a hackers norte-coreanos

A plataforma diz que fundos de proteção cobrem o prejuízo e planeja retomar saques de forma gradual em 28 de setembro.

Bitget atribui roubo de US$ 387,5 milhões a hackers norte-coreanos

A Bitget informou que sofreu um roubo de criptomoedas estimado em 387,5 milhões de dólares (332,8 milhões de euros) e apontou como provável responsável um grupo ligado à Coreia do Norte. O caso é considerado o maior ataque desse tipo registrado neste ano, segundo a TRM Labs.

A diretora-executiva da empresa, Gracy Chen, afirmou que endereços IP usados no ataque apresentavam um padrão de VPN compatível com um grupo norte-coreano. Em uma publicação na X, ela disse que a ligação com a Coreia do Norte era “muito provável”.

Como ocorreu o ataque

A empresa detectou, na quinta-feira, transferências não autorizadas a partir de algumas carteiras “hot” e “warm”. As primeiras têm conexão com a internet para processar transações com rapidez; as segundas possuem acesso online mais limitado. As carteiras “cold”, mantidas de forma mais isolada, não foram afetadas.

De acordo com Chen, os invasores não obtiveram as chaves privadas das carteiras da Bitget. Em vez disso, acessaram um sistema interno e inseriram dados falsos de transações, fazendo com que as transferências fraudulentas parecessem legítimas durante o processo de aprovação.

A Bitget declarou que seu fundo de proteção aos usuários tinha mais de 464 milhões de dólares (398,5 milhões de euros) na data do ataque e seria suficiente para cobrir o prejuízo. A empresa também informou que os saldos dos clientes permanecem corretos e que depósitos e negociações continuam funcionando.

Os saques foram suspensos temporariamente, como medida de precaução, enquanto os sistemas eram verificados. A companhia anunciou que pretende restabelecer essa função de maneira gradual a partir de 28 de setembro. Também comunicou o caso às autoridades policiais e disse colaborar com empresas de segurança para investigar o ataque e rastrear os valores.

Chen relatou ainda que pessoas identificadas por ela como integrantes do Lazarus, grupo de hackers associado ao Estado norte-coreano, já haviam tentado contatá-la. Segundo a executiva, eles se passaram por jornalistas para marcar uma entrevista por Zoom.

Histórico atribuído à Coreia do Norte

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirma que recursos obtidos por hackers ligados ao governo norte-coreano ajudam a financiar os programas de armas nucleares e de mísseis balísticos do país.

Outro relatório da TRM Labs apontou que grupos norte-coreanos responderam por 76% do valor roubado em ataques contra criptomoedas até abril deste ano. O cálculo foi feito antes do incidente envolvendo a Bitget.

Em fevereiro de 2025, hackers norte-coreanos roubaram cerca de 1,5 bilhão de dólares (1,28 bilhão de euros) em ativos virtuais da plataforma Bybit, segundo o FBI. A agência afirmou que os responsáveis dificultaram o rastreamento ao converter rapidamente parte dos valores em outras criptomoedas e distribuí-los por milhares de endereços.

Embora a Coreia do Norte tenha desenvolvido capacidades cibernéticas sofisticadas, o acesso da população à internet global é fortemente limitado. O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Seul, na Coreia do Sul, afirma que a maioria dos cidadãos pode usar apenas uma rede doméstica controlada.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5