São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Crianças nascidas na Espanha em 2025 terão mais risco de incêndios

Estudo estima 7,3 anos de exposição a condições favoráveis a incêndios para essa geração, 108,5% acima do registrado em 1950.

Crianças nascidas na Espanha em 2025 terão mais risco de incêndios

Crianças nascidas na Espanha em 2025 deverão enfrentar, ao longo da vida, o equivalente a 7,3 anos de condições meteorológicas extremas favoráveis a incêndios florestais. A estimativa é de um estudo da Vrije Universiteit Brussel (VUB), com participação da Universidade de Múrcia, publicado na revista Environmental Research Letters.

O período projetado é 3,8 anos maior que o previsto para pessoas nascidas em 1950. A diferença representa um aumento de 108,5%, mais que o dobro do tempo de exposição calculado para aquela geração.

A projeção considera um cenário no qual a temperatura média global se aproxima de uma elevação de 2,6 ºC até 2100, caso sejam mantidas as políticas climáticas atuais. O estudo compara a exposição de diferentes gerações a situações de calor, secura e vento que aumentam a probabilidade de incêndios, aceleram sua propagação e dificultam o combate.

Na Europa, uma pessoa nascida atualmente deverá viver, em média, 3,2 anos a mais sob essas condições do que alguém da geração do Baby Boom. O aumento estimado em relação às pessoas nascidas por volta de 1950 é de 84%.

O levantamento foi divulgado após um verão com incêndios florestais graves em países como a Espanha. Os autores relacionam esses episódios às ondas de calor registradas desde o início da estação e afirmam que algumas delas teriam sido praticamente impossíveis sem os efeitos das mudanças climáticas.

A ONU havia informado que a Espanha registrou os dias de junho mais quentes desde o início dos registros, em 23 e 24, com temperaturas acima de 40 ºC em vários pontos. O organismo também alertou para impactos do calor extremo sobre a saúde, a economia, a agricultura e as infraestruturas.

A Espanha registrou 5 232 mortes atribuíveis às temperaturas elevadas desde o início de 2026, o maior número desde o começo da série histórica do sistema de Monitorização da Mortalidade Diária (MoMo), em 2015.

Redução possível

Segundo os pesquisadores, o futuro ainda pode mudar. Uma redução rápida do uso de combustíveis fósseis diminuiria a exposição a condições favoráveis a incêndios em todas as regiões. Para quem nasceu em 2025, os cálculos indicam uma redução média de 1,3 anos nessa exposição, tanto na Europa quanto na Espanha.

Rosa Pietroiusti, coautora do estudo e pesquisadora de pós-graduação da VUB, afirmou que as crianças de hoje enfrentarão um nível de risco de incêndio diferente do vivido por seus avós. Wim Thiery, coautor e professor da VUB, disse que a redução das emissões de gases de efeito estufa pode diminuir o risco de incêndios florestais e proteger as novas gerações.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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