São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Calor perigoso atingiu mais de 1,5 bilhão de pessoas no verão de 2026

Relatório aponta que quase nove em cada dez europeus enfrentaram um mês de calor perigoso entre junho e agosto de 2026.

Calor perigoso atingiu mais de 1,5 bilhão de pessoas no verão de 2026

Mais de 1,5 bilhão de pessoas enfrentaram níveis perigosos de calor no verão de 2026, segundo uma análise da organização Climate Central. O levantamento indica que quase nove em cada dez europeus passaram por um mês inteiro de calor perigoso entre junho e agosto, período que tornou a Europa a região com a maior anomalia de temperatura do planeta.

A Climate Central considera perigoso o calor registrado acima de 90% das temperaturas observadas em uma determinada área entre 1991 e 2020 para a mesma época do ano. A partir desse nível, aumentam os riscos à saúde associados ao calor extremo.

Em 203 países, a população enfrentou, em média, pelo menos 30 dias nessas condições. Outros 54 países tiveram o período entre junho e agosto mais quente desde o início dos registros. Entre os 10 países com as maiores anomalias, sete estavam na Europa. A França liderou a lista, com temperaturas 3,5 ºC acima da média histórica.

Kristina Dahl, da Climate Central, afirmou que o aquecimento provocado pela atividade humana está levando comunidades além dos limites físicos considerados seguros. Para ela, os três meses analisados mostram que “os custos humanos e económicos dos combustíveis fósseis” estão se tornando visíveis em tempo real.

Transição energética

Simon Steill, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCC), não participou do estudo, mas disse que a pesquisa evidencia os custos crescentes da dependência de carvão, petróleo e gás. Ele defendeu uma transição rápida para fontes de energia limpa, que classificou como mais baratas e seguras.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) informou que já não seria possível manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ºC, limite estabelecido no Acordo de Paris de 2015. No cenário considerado mais favorável, a projeção é de 1,8 ºC de aquecimento; em outras possibilidades, o aumento passaria de 2 ºC.

Segundo o UNEP, as fontes renováveis produziram quase 34 por cento da eletricidade mundial em 2025. Para limitar o excesso de aquecimento, essa participação teria de chegar a 60 a 70 por cento até 2030.

Na União Europeia, a energia eólica e a solar produziram mais eletricidade do que os combustíveis fósseis no ano passado. A SolarPower Europe calculou que a geração solar evitou 33,8 bilhões de euros em importações de gás desde o início da guerra no Irã.

O investimento anual em energia limpa chegou a 1,9 trilhão de euros, mas a eletricidade verde atende a apenas cerca de 40 por cento do aumento da demanda. O crescimento é impulsionado pelo uso intensivo de ar-condicionado e pela expansão da inteligência artificial.

A Agência Internacional de Energia informou que o consumo dos centros de dados cresceu 17 por cento em 2025 e correspondeu a cerca de 1,5 a 2 por cento do total mundial. A expectativa é que esse consumo dobre até 2030. Na Europa, redes elétricas antigas têm dificuldade para acompanhar a expansão das renováveis, enquanto baterias podem ajudar a reduzir o desperdício e os gargalos, embora o investimento ainda seja considerado insuficiente.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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