São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rotas pelo mar Vermelho entram no centro da crise do petróleo saudita

Sem prazo para reabrir o oleoduto Leste-Oeste, a Arábia Saudita não confirma alterações em cargas destinadas à Europa.

Rotas pelo mar Vermelho entram no centro da crise do petróleo saudita

A segurança das rotas no mar Vermelho passou a dividir a atenção com os danos ao oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita. O Qatar alertou que a perda do acesso ao estreito de Bab el-Mandeb pode agravar a interrupção no tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz.

Ibrahim bin Sultan Al Hashmi, diretor de mídia e comunicação do Ministério das Relações Exteriores do Qatar, disse em um briefing em Doha que esse cenário seria “catastrófico para o mundo inteiro”. Ele defendeu esforços internacionais para manter a passagem marítima aberta.

Oleoduto segue sem prazo para reabrir

O Ministério da Energia saudita anunciou o fechamento preventivo do oleoduto na sexta-feira passada, depois de ataques com drones registrados no dia anterior nas regiões de Riade e Medina. O órgão informou que equipes técnicas inspecionavam a estrutura, mas não indicou quando o bombeamento seria retomado.

O oleoduto leva petróleo bruto dos campos do leste da Arábia Saudita ao porto de Yanbu, no mar Vermelho. A rota permite que as exportações evitem o estreito de Ormuz. De Yanbu, navios que seguem para a Europa navegam para o norte, em direção ao canal de Suez. O oleoduto egípcio SUMED também liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo.

A Arábia Saudita não comentou informações sobre cancelamentos ou adiamentos de remessas de petróleo bruto para refinarias europeias. A Argus informou na terça-feira que pelo menos três refinarias tiveram cargas previstas para o final de setembro canceladas ou adiadas, em alguns casos até novembro, com base em fontes de mercado não identificadas.

Os estoques nos terminais de exportação podem manter os embarques durante a paralisação. O período de cobertura depende do volume armazenado e da velocidade de retomada do fluxo pelo oleoduto. O secretário norte-americano de Energia, Chris Wright, afirmou na terça-feira que a interrupção seria “medida em dias”. A Aramco não havia comentado o caso até o momento da publicação.

Disputa no Bab el-Mandeb

Na quarta-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado, na noite anterior, um drone Huthi ao sul de Meca. Os Huthis negaram que a cidade fosse o alvo.

Na semana passada, os Huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, disseram ter assumido o controle do estreito de Bab el-Mandeb após conquistar o porto de Mokha e ilhas próximas de áreas sob controle do governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

Embora os navios com destino à Europa que partem de Yanbu para o norte não passem pelo estreito, Bab el-Mandeb é uma rota essencial para o comércio entre Europa e Ásia. Na terça-feira, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, discutiram no Cairo a segurança das rotas marítimas regionais. El-Sisi apoiou as medidas sauditas e defendeu uma solução política para o conflito no Iêmen.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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