São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Risco no Bab el-Mandeb amplia tensão entre Houthis e Arábia Saudita

Riad ameaça retaliar após alertas sobre drones, enquanto os Houthis negam ter atacado Meca e dizem ter abatido um F-15.

Risco no Bab el-Mandeb amplia tensão entre Houthis e Arábia Saudita

A tensão entre os Houthis e a Arábia Saudita se estendeu ao estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, onde o grupo afirma ter assumido o controle da costa iemenita e mantém ameaças restritas a navios sauditas. O corredor liga o oceano Índico ao mar Vermelho e é uma rota importante para o transporte de cargas com destino ao Mediterrâneo e à Europa.

Na terça-feira, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, defenderam a liberdade e a segurança da navegação em Ormuz e Bab el-Mandeb. O Qatar também advertiu que o fechamento do estreito teria consequências graves e seria “catastrófico para todo o mundo”.

Ameaças e resposta saudita

A Arábia Saudita emitiu alertas sobre possíveis ataques com drones em Meca e em áreas do sul do país. O aviso para Meca foi o primeiro desde o início da guerra com o Irão em fevereiro. Os alertas ocorreram um dia depois de ataques com mísseis balísticos e drones lançados do Iémen deixarem 13 pessoas feridas no sul saudita.

A coalizão liderada por Riad afirmou que a segurança das Duas Mesquitas Sagradas e dos peregrinos é uma “linha vermelha” e prometeu adotar medidas contra os Houthis. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e a Organização de Cooperação Islâmica, formada por 57 países de maioria muçulmana, condenaram o suposto ataque a Meca.

Os Houthis, porém, negaram ter mirado a cidade. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que as operações têm como alvos instalações petrolíferas e bases militares, afastadas dos locais sagrados. Ele também afirmou que os combatentes abateram um caça saudita F-15 com um míssil ar-ar fabricado localmente e acusou a Arábia Saudita de realizar 450 ataques.

Combates e impacto marítimo

Formalmente chamados de Ansar Allah, os Houthis retomaram os combates contra forças do governo internacionalmente reconhecido depois do reinício da guerra civil no Iémen, em julho. Segundo a ONU, os confrontos obrigaram 82 000 pessoas a deixar suas casas desde o início de setembro.

O representante permanente do Iémen na ONU, Abdullah al-Saadi, pediu uma ação internacional contra os Houthis. O grupo declarou um bloqueio marítimo à Arábia Saudita e passou a atacar embarcações sauditas no mar Vermelho, embora afirme que não ameaça outros navios em Bab el-Mandeb.

Uma interrupção no estreito pode afetar o Egito, porque o mar Vermelho dá acesso ao canal de Suez, fonte de receitas externas para o país. As receitas do canal são atualmente cerca de metade das registradas antes de os Houthis começarem, em 2023, a atacar o transporte marítimo no mar Vermelho.

Os Houthis também atacaram instalações petrolíferas sauditas. A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de crude, e os ataques levaram os preços globais acima de 100 dólares por barril. A coalizão disse que responderá para proteger a soberania do reino e adotar medidas operacionais contra o grupo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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