São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Preço limitado pela TotalEnergies aumenta tensão com postos e supermercados franceses

A empresa mantém combustíveis abaixo da média nacional, enquanto concorrentes questionam a prática e o governo acompanha os efeitos no abastecimento.

Preço limitado pela TotalEnergies aumenta tensão com postos e supermercados franceses

A TotalEnergies afirma que pode retirar o limite de preços dos combustíveis caso o governo francês crie um imposto especial sobre os lucros das empresas de energia. O presidente executivo da companhia, Patrick Pouyanné, relacionou a continuidade da medida à decisão sobre a eventual tributação.

“Não há nada que nos obrigue” a manter o teto, declarou Pouyanné. Em maio, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu havia pedido que a empresa adotasse “um teto generoso”.

A TotalEnergies fixou o preço máximo de 1,99 euros por litro da gasolina E10 e de 2,25 euros por litro do gasóleo. Os valores ficam abaixo da média nacional, de cerca de 2,15 euros por litro, que chega a quase 2,50 euros em algumas áreas, incluindo Paris.

Queixa por concorrência desleal

A política provocou reação de postos independentes e supermercados. Em meados de julho, a associação FF3C, que representa um milhar de postos de abastecimento independentes, apresentou uma queixa à autoridade da concorrência francesa.

A entidade acusa a TotalEnergies de usar sua posição na produção e na distribuição para praticar preços abaixo dos níveis de mercado. “Não podemos vender com prejuízo”, afirmou Jacques Goisque, presidente da FF3C.

Os supermercados também dizem não conseguir acompanhar os valores da empresa. Michel-Edouard Leclerc, presidente da rede E.Leclerc, afirmou que os distribuidores varejistas estão sem margem para reduzir os preços nos postos.

Mais de uma dúzia de postos de abastecimento fecharam no último fim de semana na ilha da Córsega. Em comunicado, os estabelecimentos disseram que o preço pago ao fornecedor ultrapassava, em várias dezenas de centavos, o valor cobrado pela TotalEnergies.

Governo monitora abastecimento

O teto foi aplicado de forma intermitente nos últimos cinco meses e custou à empresa entre 250 e 300 milhões de euros. Apesar disso, a alta do preço do petróleo fez a companhia dobrar o lucro do primeiro semestre, para 11,2 bilhões de euros.

O governo acompanha o caso a sete meses das eleições presidenciais, em meio à piora da situação econômica e a novos apelos por manifestações. A alta dos combustíveis remeteu ao movimento dos “coletes amarelos”, que começou em 2018 após um plano de aumento dos impostos sobre a gasolina.

Na quarta-feira, Emmanuel Macron pediu ao governo respostas sobre o abastecimento e os preços. A porta-voz Maud Bregeon informou que cerca de um em cada dez postos na França estava sem pelo menos um tipo de combustível; a maioria pertencia à rede TotalEnergies.

O governo disse que buscará garantir níveis suficientes de abastecimento e obter flexibilidade regulatória para as refinarias. O objetivo declarado é reduzir os preços o máximo possível ou manter o aumento sob controle.

A TotalEnergies avançou com o limite enquanto aumentava a pressão política pela criação de um imposto sobre lucros extraordinários. Para Patrick Pouyanné, a medida também fortaleceu a imagem pública da empresa entre os franceses.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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