Emmanuel Macron anunciou a intenção de convocar, nas próximas semanas, uma reunião do G7 dedicada a assuntos energéticos. O objetivo, segundo o presidente francês, será melhorar a coordenação dos níveis de reservas.
Macron fez o anúncio após uma reunião confidencial no Eliseu com os principais candidatos à eleição presidencial ou seus representantes. No encontro, ele afirmou que a ameaça russa na Europa está mudando e pediu um plano para proteger infraestruturas críticas diante de ataques híbridos atribuídos à Rússia.
O presidente francês citou como exemplo a descoberta, neste verão, de um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig. Macron disse que a Rússia busca intimidar e enfraquecer o apoio à Ucrânia, mas afirmou que o resultado será contrário ao pretendido. “Não nos deixamos intimidar porque sabemos que na Ucrânia se decide a nossa segurança de hoje e de amanhã”, declarou.
Macron também defendeu a continuidade do envio de mensagens à Rússia e afirmou ser necessário evitar uma situação de beligerância com o país.
Combustíveis
A alta dos preços dos combustíveis foi outro tema discutido na reunião. A equipe do presidente francês disse que a opinião pública tende a esquecer a relação entre a crise e a situação internacional. Macron buscou lembrar esse vínculo aos candidatos à eleição presidencial de 2027.
O presidente afirmou que a alta dos preços não resulta de decisões governamentais. Em uma publicação na rede X, relacionou os efeitos no cotidiano aos bloqueios do estreito de Ormuz, no Golfo, e, mais recentemente, do estreito de Bab-el-Mandeb, no mar Vermelho.
Macron defendeu que as causas do aumento da gasolina sejam enfrentadas antes da ampliação dos gastos públicos. Segundo ele, essa alternativa poderia levar a um déficit maior ou ao aumento de impostos.







