São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Justiça

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições durante evento de controle interno

Ministra falou um dia após sessão tensa do STF que discutiu possível investigação sobre Alexandre de Moraes.

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições durante evento de controle interno

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira 16 que lamenta a descrença nas instituições e o desânimo com a administração pública. A declaração foi feita no Encontro Nacional de Controle Interno, um dia depois de uma sessão tensa da Corte envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

O STF discutiu se Moraes deve ser investigado por suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Durante a sessão de terça-feira, houve uma série de bate-bocas. Cármen Lúcia permaneceu em silêncio durante a maior parte do encontro e falou apenas quando recebeu a palavra para votar.

“A democracia vive da confiança que o cidadão e a cidadã têm nas suas instituições”, disse a ministra. Na sequência, ela afirmou lamentar “os momentos que estamos passando de descrença e de desânimo com a administração pública”.

Segundo Cármen, todos os servidores têm o dever de buscar o acerto. Ela também relacionou a confiança nas instituições à capacidade de cada pessoa acreditar mais no país e na democracia, além de reconhecer a obrigação de prestar um serviço melhor.

No plenário, a ministra havia afirmado que a crise do STF provoca um mal-estar cívico. Na manhã desta quarta-feira, ao participar do evento, reforçou que o bom serviço prestado pelo sistema judiciário não deve ser tratado como favor, mas como uma obrigação a ser cumprida.

A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre a atuação de Alexandre de Moraes e à repercussão da sessão anterior no Supremo. Cármen Lúcia não apresentou, no evento, novos detalhes sobre o caso envolvendo o ministro, Daniel Vorcaro e o Master. A fala se concentrou na confiança nas instituições, na responsabilidade dos servidores e na prestação de serviços públicos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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