A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira 16 que lamenta a descrença nas instituições e o desânimo com a administração pública. A declaração foi feita no Encontro Nacional de Controle Interno, um dia depois de uma sessão tensa da Corte envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
O STF discutiu se Moraes deve ser investigado por suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Durante a sessão de terça-feira, houve uma série de bate-bocas. Cármen Lúcia permaneceu em silêncio durante a maior parte do encontro e falou apenas quando recebeu a palavra para votar.
“A democracia vive da confiança que o cidadão e a cidadã têm nas suas instituições”, disse a ministra. Na sequência, ela afirmou lamentar “os momentos que estamos passando de descrença e de desânimo com a administração pública”.
Segundo Cármen, todos os servidores têm o dever de buscar o acerto. Ela também relacionou a confiança nas instituições à capacidade de cada pessoa acreditar mais no país e na democracia, além de reconhecer a obrigação de prestar um serviço melhor.
No plenário, a ministra havia afirmado que a crise do STF provoca um mal-estar cívico. Na manhã desta quarta-feira, ao participar do evento, reforçou que o bom serviço prestado pelo sistema judiciário não deve ser tratado como favor, mas como uma obrigação a ser cumprida.
A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre a atuação de Alexandre de Moraes e à repercussão da sessão anterior no Supremo. Cármen Lúcia não apresentou, no evento, novos detalhes sobre o caso envolvendo o ministro, Daniel Vorcaro e o Master. A fala se concentrou na confiança nas instituições, na responsabilidade dos servidores e na prestação de serviços públicos.








