O Supremo Tribunal Federal decidiu, por quatro votos a três, analisar separadamente os processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A avaliação do caso de Moraes foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino e pode ser retomada em até 90 dias, depois das eleições.
A sessão sobre as acusações de abuso de autoridade contra Mendonça permanece agendada para quarta-feira 23. O julgamento realizado na terça-feira 15 foi marcado por embates entre ministros. Gilmar Mendes e Moraes acusaram Mendonça de conduzir investigações com viés político-eleitoral e de tentar constranger policiais e advogados para direcionar delações premiadas contra integrantes do próprio tribunal.
Dino também requisitou apurações sobre possíveis conexões entre decisões de Mendonça e interesses do Banco Master em concessões funerárias na capital paulista. O tema foi abordado em um programa diário de análise política que também discutiu pesquisas eleitorais nas quais o presidente Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Avaliação sobre a crise
Sérgio Lírio afirmou que a fragilidade técnica dos argumentos e a condução de Mendonça expõem uma deterioração do rito processual e comprometem a imagem do STF perante a sociedade. Na avaliação dele, o conflito institucional transformou a Corte em arena eleitoral e pode sufocar o debate sobre projetos para o país.
O programa também tratou de apurações sobre movimentações financeiras atípicas e da necessidade de transparência das lideranças políticas.
O cenário foi relacionado às eleições de 2026. O texto cita ainda a continuidade da influência de forças conservadoras no Congresso, o avanço da extrema-direita e conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia como fatores de instabilidade global.







