Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defende retirar da pauta do próximo dia 23 o pedido de investigação apresentado por Alexandre de Moraes contra André Mendonça. A proposta é aguardar a devolução, por Flávio Dino, do pedido de vista sobre indícios relacionados a Moraes no caso Banco Master.
A expectativa entre esses ministros é que Dino só libere a retomada da discussão depois das eleições de outubro. Ele pediu vista de uma questão de ordem sobre aspectos técnicos que poderiam levar ao arquivamento do pedido contra Moraes antes da análise do mérito.
Entre os pontos discutidos está a possibilidade de os pedidos contra os dois ministros serem julgados em uma única sessão. Como essa questão ainda não foi definida, a avaliação dessa ala é que não faria sentido analisar agora o caso contra Mendonça.
O presidente do STF, Edson Fachin, ainda não decidiu se manterá o pedido na pauta. Ele agendou a sessão em um despacho divulgado na semana passada, mas o caso não aparece na pauta oficial publicada no site do tribunal.
Há, entre ministros da Corte, o entendimento de que os casos relacionados ao suposto envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro sejam analisados depois das eleições. Vários deles fizeram esse pedido a Fachin, que manteve na pauta o caso de Moraes para esta terça-feira (15).
A expectativa é de que a obstrução registrada na sessão anterior volte a ocorrer em julgamentos corriqueiros do Supremo. A ala ligada a Moraes demonstrou insatisfação com a inclusão do caso e pode tentar dificultar os trabalhos do plenário em retaliação a Fachin.
A sessão desta quarta-feira, 16, começa com um processo relatado por Moraes sobre as diferenças entre as licenças maternidade e paternidade e a possibilidade de distinção desse direito para filhos adotivos.







