São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Trump é acusado de usar restrições à imprensa para mobilizar apoiadores

O jornalista Olivier Knox relacionou o bloqueio de três veículos à pressão política e à queda de popularidade do presidente dos EUA.

Trump é acusado de usar restrições à imprensa para mobilizar apoiadores

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu o acesso da CNN, da MS Now e do Politico à Casa Branca, em uma medida que o jornalista Olivier Knox avalia como uma tentativa de mobilizar a base republicana em meio à pressão política e à queda de popularidade do governo.

O anúncio foi feito na sexta-feira (18). Trump acusou os três veículos de divulgar informações falsas e afirmou que a atuação deles constitui uma ameaça à segurança nacional. Na segunda-feira (21), CNN, MS Now e Politico processaram o governo e pediram o fim urgente da proibição, com base na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Ex-presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Knox afirmou que o governo enfrenta rejeição em temas como a economia interna e a guerra no Irã. Ele também citou a proposta de pagar US$ 5 mil a cada cidadão caso os republicanos vençam as eleições de meio de mandato em novembro, recebida de forma majoritariamente negativa pelo público.

“Como ele está tentando energizar sua base, optou por uma estratégia que funciona quase sempre: um ataque à imprensa”, disse o jornalista.

Reação das emissoras

Em resposta ao bloqueio, CBS, ABC, NBC e Fox News anunciaram que deixariam de cobrir a agenda presidencial. A Fox News foi descrita como uma emissora conservadora e alinhada a Trump.

Para Knox, a decisão ocorre em um momento desfavorável para o presidente, após seu discurso na Assembleia Geral da ONU e antes da visita do presidente chinês Xi Jinping, marcada para quinta-feira (24). O jornalista também afirmou que Trump acompanha intensamente a cobertura da imprensa e gosta de se ver na televisão e de ler artigos sobre sua atuação.

Os três veículos banidos afirmam que a Primeira Emenda protege a liberdade de imprensa. Knox disse que o governo federal não tem poder para restringi-la e avaliou que CNN, Politico e MS Now provavelmente vencerão a ação. Ele lembrou que empresas de comunicação já venceram disputas contra o governo Trump durante o primeiro mandato, incluindo uma tentativa de afastar Jim Acosta, correspondente da CNN.

Discurso na ONU

Na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump afirmou que os Estados Unidos vivem seu melhor momento e exaltou a força do país. O discurso foi transmitido ao vivo pela CBS News e pela Fox News. A CNN, um dos veículos impedidos de acessar a Casa Branca, não exibiu a participação em tempo real.

Na fala, o presidente tratou de política externa, ameaçou usar poder militar para preservar a influência norte-americana na América do Sul e prometeu alcançar a paz no conflito entre Ucrânia e Rússia. Também anunciou a construção de duas grandes bases militares na Groenlândia, após um tratado com a Dinamarca e as autoridades do território ártico.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos passarão a usar oficialmente o termo “superinteligência” no lugar de “inteligência artificial”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5