São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Trump ameaça destruir o Irã e confirma encontro com autoridades iranianas na ONU

Presidente dos Estados Unidos disse que pode negociar ou destruir a República Islâmica; delegação iraniana deixou a sessão durante o discurso.

Trump ameaça destruir o Irã e confirma encontro com autoridades iranianas na ONU

Donald Trump ameaçou destruir o Irã durante discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, e afirmou que pode escolher entre atacar o país ou buscar um acordo. Depois da fala, o presidente dos Estados Unidos confirmou que autoridades americanas e iranianas se reuniram à margem da sessão, no primeiro contato direto anunciado entre os dois lados desde o início da guerra, em fevereiro.

Trump disse que o Irã deveria reabrir totalmente o estreito de Ormuz e voltar às negociações. Ele apresentou a possibilidade de um acordo que permitisse ao país se reconstruir, mas também questionou se deveria “aniquilar a República Islâmica” rapidamente. A maior parte da delegação iraniana deixou a sala enquanto o presidente americano criticava o governo de Teerã.

A jornalistas, Trump classificou o encontro como “uma reunião muito boa”, sem divulgar detalhes. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também afirmou que o presidente está disposto a se reunir com Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, durante a Assembleia-Geral. Rubio disse que Trump considera o diálogo importante para resolver problemas, ainda que isso não implique concordância entre as partes.

Outros encontros e a guerra

Após o discurso, Trump se reuniu com Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, e Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, para assinar um acordo de segurança. O pacto mantém a Groenlândia como território da Dinamarca. Trump afirmou que os Estados Unidos começarão a ampliar sua presença militar no território, incluindo a construção de duas bases.

O presidente americano também conversou com Andy Burnham, primeiro-ministro britânico, sobre migração, Irã e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele se encontrou ainda com Sanae Takaichi, primeira-ministra japonesa, e Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia. A Casa Branca informou que Trump deveria conversar informalmente com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela.

Também estava prevista uma reunião com representantes de Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. A pauta incluiria a guerra com o Irã e ataques dos Houthi, apoiados por Teerã, contra a Arábia Saudita.

Trump voltou à Assembleia-Geral quase sete meses depois do início da guerra contra o Irã. Ele afirmou que o conflito é necessário para enfrentar a ameaça nuclear atribuída a Teerã e disse que a alta do petróleo será temporária. A guerra envolve ainda ataques de Israel e dos Estados Unidos, o bloqueio ao petróleo iraniano e riscos à navegação no mar Vermelho, por causa da atuação dos Houthi e do controle do estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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