São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Veto no Conselho de Segurança encerra painel que acompanhava sanções contra o Irã

Rússia e China barraram a extensão do mandato de peritos da ONU, mas as sanções contra Teerã continuam em vigor.

Veto no Conselho de Segurança encerra painel que acompanhava sanções contra o Irã

Rússia e China impediram a renovação do painel de peritos da ONU que acompanhava o cumprimento das sanções contra o Irã. A resolução apresentada pelos Estados Unidos foi rejeitada na quinta-feira pelo Conselho de Segurança por 11 votos contra 2. Somália e Paquistão se abstiveram.

O veto encerra a fiscalização independente das medidas, mas não cancela as sanções. Elas foram restabelecidas em 27 de setembro do ano passado, com base no mecanismo de reposição automática previsto no acordo nuclear de 2015. As restrições congelam ativos iranianos no exterior, limitam negócios de armamento com Teerã e atingem o desenvolvimento do programa de mísseis balísticos do país.

Pressão sobre o Irã

França, Alemanha e Reino Unido acionaram o mecanismo que reativou a comissão de sanções do Conselho de Segurança e autorizou a atuação dos peritos. O embaixador francês na ONU, Jerome Bonnafont, afirmou que a aplicação das medidas é “um instrumento crucial para incentivar o Irão” a cumprir novamente suas obrigações nucleares. Segundo ele, a França estudará alternativas para assegurar a aplicação das sanções.

Uma das possibilidades mencionadas é criar uma equipe de monitoramento formada por França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, seguindo o modelo adotado depois do fim do painel de peritos sobre a Coreia do Norte.

A votação ocorreu enquanto o governo dos Estados Unidos amplia ações para isolar economicamente Teerã. Também na quinta-feira, os Departamentos do Tesouro e de Estado anunciaram medidas contra duas empresas, a BitBank e a Pishtaz Simorgh Electronic Trade Co., além de três associados de Babak Zanjani, diretor da BitBank que já havia sido sancionado. Eles são acusados de ajudar o Irã a contornar as sanções por meio de redes de moeda digital.

Divergências no Conselho

A missão iraniana na ONU agradeceu à China e à Rússia pelo veto e afirmou que os dois países “evitaram mais uma tentativa cínica dos Estados Unidos e dos seus aliados”.

Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, reiterou que Moscou considera ilegal a reposição automática das sanções. Para ele, a resolução americana era profundamente errada e não tinha base jurídica. A representante alternativa dos Estados Unidos, Jennifer Locetta, disse que os peritos poderiam revelar uma cooperação proibida entre o Irã e seus parceiros e acusou os vetos de dificultarem a fiscalização das medidas.

Locetta também citou o fim, em março de 2024, do monitoramento das sanções contra a Coreia do Norte após um veto russo. Segundo ela, no Mali as sanções foram suspensas, enquanto no Iêmen e na República Centro-Africana a escolha de peritos tem sido atrasada ou rejeitada.

Fiscalização nuclear

Embora o painel iraniano tenha sido autorizado há um ano e o secretário-geral da ONU, António Guterres, tenha indicado nomes, nenhum integrante foi aprovado.

Desde os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, em junho de 2025, os inspetores nucleares da ONU não conseguiram verificar a situação das reservas de urânio enriquecido do país. O organismo de vigilância nuclear da ONU informou que o Irã mantinha 440,9 quilogramas de urânio enriquecido a 60% de pureza, próximo do nível de 90% necessário para a produção de armamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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