São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Congresso espanhol vota medidas habitacionais com derrota do governo no horizonte

Oposição e Junts rejeitam decretos de Pedro Sánchez, que ampliam a proteção de inquilinos e podem ser barrados no Congresso.

Congresso espanhol vota medidas habitacionais com derrota do governo no horizonte

A Câmara dos Deputados da Espanha vota nesta sexta-feira (2) dois decretos sobre habitação apresentados pelo governo de Pedro Sánchez. A oposição de direita, o Vox e os sete parlamentares do partido independentista catalão Junts anunciaram que rejeitarão as propostas, o que torna provável uma derrota do primeiro-ministro.

Milhares de manifestantes se reuniram diante da Câmara para pressionar pela aprovação das medidas. Os decretos preveem a renovação automática dos contratos de aluguel ao fim da vigência e restrições ao despejo de inquilinos em situação de vulnerabilidade. O pacote também estabelece medidas contra grupos que compram imóveis a preços baixos para aumentar sua lucratividade, chamados no texto de fundos abutres.

A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, afirmou no início dos debates que milhares de pessoas aguardavam o resultado da votação. Nos últimos dias, Sánchez pediu responsabilidade aos deputados. Na noite de quinta-feira (1°), escreveu na rede social X: “Chegou a hora da verdade”.

Pressão nas ruas e no Congresso

Parte dos ativistas que protestam diante do Parlamento está acampada há quase uma semana na Puerta del Sol, praça turística no centro de Madri. As manifestações também foram impulsionadas pelo despejo de Maricarmen Abascal, madrilenha de 87 anos que deixou o apartamento onde vivia há sete décadas. O caso provocou indignação nacional e transformou a idosa em símbolo da crise habitacional.

A porta-voz do sindicato de inquilinos da Espanha, Alicia del Río, criticou o Parlamento e afirmou que há uma distância grande entre as reivindicações da sociedade e o que será votado. O sindicato se opõe à possível rejeição dos decretos.

O governo de coalizão não tem maioria parlamentar e precisa da abstenção do Junts para aprovar pelo menos um dos textos. O partido, ligado ao líder exilado Carles Puigdemont, apoiou a posse de Sánchez em 2023, mas agora considera as propostas mal elaboradas e pediu que sejam retiradas para a elaboração de novos textos.

Especulação sobre eleições

A possível derrota aumentou as especulações sobre eleições antecipadas, hipótese rejeitada até agora por Sánchez. A próxima eleição está prevista, no máximo, para meados de 2027. Santiago Abascal, líder do Vox, defendeu que a votação ocorra quanto antes.

A moradia a preços acessíveis está entre os principais problemas sociais da Espanha. De acordo com o Banco da Espanha, o país tem cerca de 50 milhões de habitantes e um déficit aproximado de 600 mil moradias.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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