ROMA — O Coliseu foi fechado nesta quarta-feira (23), depois da morte de Andrea Moretti, trabalhador especializado em serviços em altura. O Ministério da Cultura da Itália informou que a polícia abriu uma investigação sobre o acidente ocorrido durante a madrugada.
Inicialmente, o acesso ao segundo andar do monumento, onde ocorreu o episódio, foi suspenso. Algumas horas depois, o governo italiano determinou a interdição de todo o sítio arqueológico e ordenou a interrupção de todas as obras no Coliseu até nova determinação.
O ministério não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da morte. O resultado da autópsia ainda não foi informado pelas autoridades. Moretti trabalhava na instalação de um novo sistema de iluminação e, conforme informações citadas no texto, estava preso a cordas quando caiu de cerca de 10 metros. Os serviços de emergência foram acionados, mas não conseguiram reanimá-lo.
O ministro italiano da Cultura, Alessandro Giuli, lamentou a morte e afirmou: “As poucas palavras que conseguimos expressar dedicamos a Andrea, à sua família, aos seus entes queridos”. A primeira-ministra Giorgia Meloni também se manifestou: “Morrer aos 22 anos é inaceitável, e ainda mais quando isso acontece no local de trabalho”.
Críticas ao fechamento parcial
A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), maior central sindical da Itália, e outras organizações criticaram a decisão inicial de fechar apenas um andar. Em comunicado conjunto, as entidades pediram o fechamento imediato de todo o local e transparência sobre o ocorrido.
A diretoria do Coliseu explicou que o bloqueio imediato dos acessos poderia concentrar visitantes do lado de fora do monumento, com possíveis efeitos sobre a segurança e a ordem pública.
Também chamado de Anfiteatro Flávio, o Coliseu foi construído no século I e tem capacidade para 50 mil espectadores. O monumento recebe atualmente até 20 mil visitantes por dia na alta temporada.







