A defesa de Deltan Dallagnol afirmou que anexou integralmente à Justiça Eleitoral documentos de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para responder a impugnações contra a candidatura dele ao Senado pelo Paraná. Entre os arquivos, estavam dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, incluídos em uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin contra Dallagnol e outros procuradores.
A defesa declarou que não pretendia expor informações do então advogado, mas exercer o direito de candidatura. Em nota, afirmou que os dados seriam necessários para a análise da elegibilidade porque os pedidos de registro consideram as informações e provas disponíveis no momento da apresentação.
Zanin pediu providências aos presidentes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação considera que a inclusão dos documentos pode configurar violação de sigilo.
Os dados do ministro teriam sido obtidos pela Operação Lava-Jato do Rio de Janeiro em 2019 e posteriormente declarados nulos pela Justiça. Dezenas de páginas com informações protegidas foram juntadas ao registro da candidatura de Dallagnol, que concorre pelo partido Novo.
A confirmação do registro ainda é aguardada. O Ministério Público Eleitoral no Paraná emitiu parecer favorável à candidatura neste ano e pediu o reconhecimento da elegibilidade, mas o Tribunal Regional Eleitoral ainda não julgou o caso. Dallagnol foi deputado federal mais votado no Estado em 2022, porém teve o mandato cassado pelo TSE e foi considerado inelegível para aquele pleito. Ele sustenta estar em condições legais de disputar o Senado.
Pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto apontou Dallagnol com 9% das intenções de voto para o Senado no Paraná. O levantamento registrou empate técnico com Filipe Barros, também com 9%, enquanto Alexandre Curi tinha 15% e Gleisi Hoffmann, 11%.







