São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Deputado pede ao STF apuração de suspeitas envolvendo Banco Master e campanhas

Alencar Santana solicitou diligências sobre doações eleitorais e possível relação com o Credcesta, produto ligado ao Banco Master.

Parlamentar pede ao STF investigação sobre possível propina do Master a governador de SP e ex-presidente da República

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apuração de supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (4), em uma notícia de fato encaminhada ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF.

Santana quer que as informações sejam incorporadas ao procedimento já em andamento. A representação também solicita que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida e que o caso seja analisado antes de uma eventual abertura de investigação.

Segundo o documento, declarações atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, relacionariam doações oficiais às campanhas de Tarcísio, ao Governo de São Paulo em 2022, e de Bolsonaro, à Presidência da República, a uma possível ocultação de pagamentos de propina.

Os recursos teriam sido formalmente doados pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A petição afirma que os valores chegaram a R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro.

A suposta contrapartida estaria ligada à permanência do Credcesta, produto de crédito consignado associado ao grupo Banco Master, na folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo. O deputado também menciona suspeitas de repasses equivalentes a 5% do resultado líquido da operação no estado e de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, em dinheiro, que teriam sido destinados posteriormente a campanhas eleitorais.

Entre as diligências solicitadas estão o acesso às propostas de colaboração de Daniel Vorcaro, a apuração da origem das doações, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, o envio de relatórios do Coaf e a requisição de documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta.

Alencar Santana afirma que os fatos podem indicar, em tese, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro e os demais citados negam irregularidades. A apresentação da notícia de fato não abre automaticamente uma investigação; a decisão cabe ao STF e à Procuradoria-Geral da República.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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