São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Política

Disputa ao Senado segue acirrada em 24 Estados e no Distrito Federal

Pesquisas apontam equilíbrio entre candidatos ligados a Flávio Bolsonaro e Lula, enquanto projeções indicam avanço do PL na Casa.

Disputa ao Senado segue acirrada em 24 Estados e no Distrito Federal
Foto: Plenário do Senado 01/02/2025 REUTERS/Mateus Bonomi

A eleição para renovar dois terços do Senado chega ao domingo (4) com disputas acirradas em 24 Estados e no Distrito Federal. Pesquisas de intenção de voto indicam equilíbrio entre candidatos ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A eleição é uma das prioridades do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho de 2025, ele afirmou que, com metade do Senado, teria mais poder que o presidente da República. “Não adianta ele [o presidente] indicar o João (nome fictício) para o Supremo [Tribunal Federal], que eu falo para o pessoal: ‘aprova ou não aprova’.”

Levantamentos da Quaest mostram candidatos associados a Flávio nas duas primeiras posições em pelo menos dois Estados. O instituto ressalva que a corrida pelo Senado costuma ser uma das últimas escolhas definidas pelos eleitores. As pesquisas finais estavam previstas para este sábado, 3, véspera da votação. No Piauí, onde a Quaest não divulgou levantamento, foram considerados dados do Datafolha.

Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB) aparecem à frente dos demais. Em Mato Grosso do Sul, os primeiros colocados são Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL). Os quatro declararam apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em Santa Catarina, Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) estão tecnicamente empatados. Candidatos que apoiam explicitamente Flávio também aparecem nas duas primeiras posições em Rondônia, Roraima, Tocantins e Acre.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) lidera isoladamente. Leila do Vôlei (PDT), aliada de Lula, tem 20% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL), apoiadora de Flávio, e Erika Kokay (PT).

Cenário nos maiores colégios eleitorais

Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) registra 18%, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) têm 15% cada. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL), Carlos Jordy (PL) e Benedita da Silva (PT) aparecem com 15%. Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL) tem 14%; Marília Campos (PT), 13%; e Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), 12% cada.

No Nordeste, Lula aparece em situação mais favorável. Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) estão numericamente à frente. Na Paraíba, João Azevedo (PSB), Veneziano (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) são os nomes mais competitivos. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) lideram numericamente. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) ocupam as primeiras posições.

Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe também têm apoiadores de Lula entre os candidatos competitivos.

Projeção para a composição do Senado

Projeções baseadas nas pesquisas mais recentes da Quaest em 26 unidades da Federação indicam que o PL pode chegar a 25 senadores, ante 15 atualmente. O Senado tem 81 integrantes, e a maioria absoluta exige 41 votos. Para aprovar um pedido de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal, são necessários 54 senadores.

O PT manteria nove assentos. O PP passaria de sete para nove, enquanto o MDB cairia de nove para oito. A bancada do PSD diminuiria de 14 para cinco senadores. O União Brasil ganharia cinco cadeiras e chegaria a oito. Mesmo com o crescimento projetado, o PL ainda dependeria de aliados para aprovar algumas de suas principais pautas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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