São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Documento associado a aliado de Flávio propõe parceria mineral com os EUA

Apresentação de 22 páginas estima até US$ 100 bilhões em investimentos e prevê alinhamento do Brasil a Washington.

Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para explorar e processar minerais críticos e terras raras. A apresentação foi preparada para um eventual governo de Flávio, embora Marinho negue qualquer vínculo com a campanha do senador.

Produzido em inglês, o material tem 22 páginas e se chama “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”). A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as páginas seguintes exibem o nome do senador e o mesmo slogan.

Os metadados identificam Marinho como autor. Ele confirmou ter produzido o estudo, mas afirmou que o conteúdo foi uma iniciativa própria, permaneceu armazenado em seu dispositivo e não foi enviado nem apresentado a autoridades dos Estados Unidos. O documento é datado de 19 de março deste ano. Cerca de duas semanas depois, Marinho viajou aos Estados Unidos e se reuniu com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio também esteve em Washington, onde encontrou Vance e o presidente Donald Trump.

Proposta de alinhamento com Washington

A apresentação defende que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matéria-prima, reduza a dependência das cadeias chinesas de processamento e se aproxime dos Estados Unidos na formação de uma cadeia alternativa de abastecimento.

O documento chama essa orientação de “Flávio Bolsonaro Way” e a contrapõe à política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descrita no material como “pró-China” e marcada por “ambiguidade geopolítica deliberada”. A apresentação também critica o ritmo regulatório, a industrialização e a atração de capital na atual gestão.

Entre os riscos associados à continuidade de Lula no Planalto, o texto menciona a possibilidade de o Brasil se tornar fornecedor de matérias-primas para a China, perder oportunidades industriais e não aproveitar uma janela de reorganização das cadeias de suprimentos americanas. Como alternativa, propõe aceleração regulatória, integração entre política industrial e mineração e atração de investimentos.

“A diferença é simples: Lula hesita, Bolsonaro executa”, afirma um trecho do documento.

Investimentos e empregos

A chamada “proposta estratégica” reúne seis pilares, incluindo alterações na legislação minerária e no licenciamento, apoio dos Estados Unidos à demanda por minerais brasileiros, processamento no país, combinação de capital americano com ativos nacionais e participação em um bloco de fornecedores alinhados a Washington. O plano também classifica os minerais críticos como ativos de segurança nacional.

Para um período de dez anos, a apresentação calcula entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões em investimentos em mineração, refino e processamento. A estimativa inclui ainda de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

Marinho disse que não houve pedido, orientação ou iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro para a elaboração do estudo. Também afirmou que seu pai não teve acesso ao material e que sua viagem aos Estados Unidos não teve relação com a proposta.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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