A Galera CAPRICHO, grupo de leitores-colaboradores de todo o país, reúne jovens que votarão pela primeira vez no domingo (4). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza três milhões e quinhentos mil novos eleitores com 16 a 18 anos. Embora o voto seja facultativo para menores de 18 anos, os participantes demonstram interesse em escolher presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais ou distritais nas eleições de 2026.
Entre os temas discutidos está a necessidade de conhecer o funcionamento da política antes de decidir. Madu Vilar defende que os jovens estudem e construam as próprias conclusões. Natchi Coelho destaca a responsabilidade associada ao primeiro voto e afirma que o conhecimento sobre regras, sistema e representantes é necessário para uma escolha consciente.
A polarização também aparece como uma preocupação recorrente. Maria Júlia Brasileiro avalia que a intolerância e o fanatismo empurram parte da sociedade para posições extremas e dificultam o surgimento de novas lideranças. Para ela, a divisão rígida entre grupos reduz a capacidade de questionar, cobrar, concordar e discordar.
Endy Leme afirma que esquerda e direita devem ser compreendidas como orientações do espectro político, e não resumidas a candidatos específicos. Júlia Passos associa o debate político a conflitos entre apoiadores e critica a adesão sem reflexão a políticos de preferência.
O papel das redes sociais
Os jovens consultados consideram que os algoritmos influenciam a forma como a política é percebida. Lívya Nascimento diz que verifica a origem dos conteúdos, a possibilidade de uso de inteligência artificial, a presença de linguagem sensacionalista e a apresentação incompleta de informações antes de confiar em uma publicação.
Pablo Zanoto observa que a velocidade das plataformas cria pressão para que os usuários adotem rapidamente uma posição, mesmo sem investigar o assunto. Na avaliação dele, a internet ampliou o acesso ao conhecimento, mas aumentou a necessidade de senso crítico. A educação aparece, em sua visão, como base para formar adultos mais conscientes e avaliar projetos de candidatos.
Para Luiza Salles, a participação dos jovens no debate político é desvalorizada por parte dos adultos. Ela afirma que a pouca idade não significa falta de informação ou de capacidade para discutir temas públicos.
Giulliana Milani relaciona a política às condições de estudo, trabalho, independência financeira e construção do futuro. Também inclui nesse debate o acesso à saúde, alimentação, moradia, segurança e educação, além do direito de se expressar, amar, criar, escolher quem ser e ocupar espaços. Esses são alguns dos temas que os jovens dizem levar em consideração ao participar das eleições de 2026.







