São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Jovens estreantes nas urnas relatam desafios da política nas redes

Leitores-colaboradores discutem polarização, influência dos algoritmos e a importância do voto para a juventude.

Jovens estreantes nas urnas relatam desafios da política nas redes
Foto: Getty Images/Getty Images

A Galera CAPRICHO, grupo de leitores-colaboradores de todo o país, reúne jovens que votarão pela primeira vez no domingo (4). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza três milhões e quinhentos mil novos eleitores com 16 a 18 anos. Embora o voto seja facultativo para menores de 18 anos, os participantes demonstram interesse em escolher presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais ou distritais nas eleições de 2026.

Entre os temas discutidos está a necessidade de conhecer o funcionamento da política antes de decidir. Madu Vilar defende que os jovens estudem e construam as próprias conclusões. Natchi Coelho destaca a responsabilidade associada ao primeiro voto e afirma que o conhecimento sobre regras, sistema e representantes é necessário para uma escolha consciente.

A polarização também aparece como uma preocupação recorrente. Maria Júlia Brasileiro avalia que a intolerância e o fanatismo empurram parte da sociedade para posições extremas e dificultam o surgimento de novas lideranças. Para ela, a divisão rígida entre grupos reduz a capacidade de questionar, cobrar, concordar e discordar.

Endy Leme afirma que esquerda e direita devem ser compreendidas como orientações do espectro político, e não resumidas a candidatos específicos. Júlia Passos associa o debate político a conflitos entre apoiadores e critica a adesão sem reflexão a políticos de preferência.

O papel das redes sociais

Os jovens consultados consideram que os algoritmos influenciam a forma como a política é percebida. Lívya Nascimento diz que verifica a origem dos conteúdos, a possibilidade de uso de inteligência artificial, a presença de linguagem sensacionalista e a apresentação incompleta de informações antes de confiar em uma publicação.

Pablo Zanoto observa que a velocidade das plataformas cria pressão para que os usuários adotem rapidamente uma posição, mesmo sem investigar o assunto. Na avaliação dele, a internet ampliou o acesso ao conhecimento, mas aumentou a necessidade de senso crítico. A educação aparece, em sua visão, como base para formar adultos mais conscientes e avaliar projetos de candidatos.

Para Luiza Salles, a participação dos jovens no debate político é desvalorizada por parte dos adultos. Ela afirma que a pouca idade não significa falta de informação ou de capacidade para discutir temas públicos.

Giulliana Milani relaciona a política às condições de estudo, trabalho, independência financeira e construção do futuro. Também inclui nesse debate o acesso à saúde, alimentação, moradia, segurança e educação, além do direito de se expressar, amar, criar, escolher quem ser e ocupar espaços. Esses são alguns dos temas que os jovens dizem levar em consideração ao participar das eleições de 2026.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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