RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta sexta-feira (18) o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, durante entrevista à Rádio Tupi. Lula disse que Couto “está fazendo um trabalho extraordinário” e que demonstra a seriedade esperada de governantes.
O presidente afirmou que o Rio de Janeiro já teve cinco governadores presos por escândalos de corrupção: Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Lula disse que as denúncias dificultaram a confiança da população e declarou que seu compromisso é tentar restabelecer o estado.
Na entrevista, Lula também criticou o senador Flávio Bolsonaro, sem que tivesse sido questionado diretamente sobre um adversário. Segundo o presidente, pessoas da família Bolsonaro estariam envolvidas com milicianos do Rio de Janeiro. Lula defendeu ações para limpar a política e a polícia e afirmou que a sociedade precisa assumir a responsabilidade sobre o futuro que deseja.
O presidente ainda atacou o ex-governador Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro. Lula afirmou que Castro está “enterrado até o pescoço nessa relação promíscua” com o banqueiro Daniel Vorcaro. Também declarou: “Eles governo Bolsonaro tornaram Vorcaro banqueiro, eu o tornei prisioneiro”.
Plano de segurança
Lula disse que o governo federal trabalha em três frentes contra o crime organizado e para melhorar a segurança pública: sufocar a logística do crime, recuperar o controle de territórios e comunidades e ampliar a capacidade dos municípios para enfrentar a criminalidade.
O presidente anunciou que pretende apresentar uma experiência no Rio de Janeiro para a retomada de territórios e o reforço da segurança pública. Segundo ele, o plano piloto poderá ser aplicado em todo o País caso funcione no estado.
Lula afirmou ser contrário a intervenções pontuais do Exército por meio de GLO, a Garantia da Lei e da Ordem. Na avaliação apresentada pelo presidente, os criminosos deixam o local durante a operação e retornam depois da saída dos militares. Ele defendeu a presença permanente da polícia, 24 horas por dia durante 365 dias por ano.
O presidente também citou a tentativa de aprovação, no Congresso, de uma Proposta de Emenda à Constituição para ampliar as atribuições da União na segurança pública. Lula prometeu transformar 138 cadeias do País em presídios de segurança máxima.







