São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula apoia governador interino do Rio e critica família Bolsonaro

Em entrevista, presidente também anunciou uma experiência de segurança pública e voltou a defender mudanças na atuação federal contra o crime organizado.

Lula apoia governador interino do Rio e critica família Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta sexta-feira (18) o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, durante entrevista à Rádio Tupi. Lula disse que Couto “está fazendo um trabalho extraordinário” e que demonstra a seriedade esperada de governantes.

O presidente afirmou que o Rio de Janeiro já teve cinco governadores presos por escândalos de corrupção: Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Lula disse que as denúncias dificultaram a confiança da população e declarou que seu compromisso é tentar restabelecer o estado.

Na entrevista, Lula também criticou o senador Flávio Bolsonaro, sem que tivesse sido questionado diretamente sobre um adversário. Segundo o presidente, pessoas da família Bolsonaro estariam envolvidas com milicianos do Rio de Janeiro. Lula defendeu ações para limpar a política e a polícia e afirmou que a sociedade precisa assumir a responsabilidade sobre o futuro que deseja.

O presidente ainda atacou o ex-governador Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro. Lula afirmou que Castro está “enterrado até o pescoço nessa relação promíscua” com o banqueiro Daniel Vorcaro. Também declarou: “Eles governo Bolsonaro tornaram Vorcaro banqueiro, eu o tornei prisioneiro”.

Plano de segurança

Lula disse que o governo federal trabalha em três frentes contra o crime organizado e para melhorar a segurança pública: sufocar a logística do crime, recuperar o controle de territórios e comunidades e ampliar a capacidade dos municípios para enfrentar a criminalidade.

O presidente anunciou que pretende apresentar uma experiência no Rio de Janeiro para a retomada de territórios e o reforço da segurança pública. Segundo ele, o plano piloto poderá ser aplicado em todo o País caso funcione no estado.

Lula afirmou ser contrário a intervenções pontuais do Exército por meio de GLO, a Garantia da Lei e da Ordem. Na avaliação apresentada pelo presidente, os criminosos deixam o local durante a operação e retornam depois da saída dos militares. Ele defendeu a presença permanente da polícia, 24 horas por dia durante 365 dias por ano.

O presidente também citou a tentativa de aprovação, no Congresso, de uma Proposta de Emenda à Constituição para ampliar as atribuições da União na segurança pública. Lula prometeu transformar 138 cadeias do País em presídios de segurança máxima.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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