São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula conversa com presidente do STF sobre crise na Corte antes de cerimônia

Reunião no Palácio do Planalto durou cerca de meia hora e reuniu autoridades do Judiciário, da Polícia Federal e do governo.

Lula conversa com presidente do STF sobre crise na Corte antes de cerimônia

Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, discutiram a crise na Corte durante uma reunião reservada realizada antes de uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta sexta-feira. O encontro ocorreu no gabinete do presidente e durou cerca de meia hora.

Também participaram Paulo Gonet, procurador-geral da República; Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal; Luis Felipe Salomão, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Jorge Messias, advogado-geral da União; e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça, que chegou no fim da reunião.

Pessoas presentes disseram que Lula e Fachin falaram sobre a crise, mas não avançaram na definição de medidas para enfrentá-la. Os dois também adiantaram assuntos que seriam mencionados na cerimônia de sanção de projetos que criam fundos para a Justiça Federal, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União (DPU).

Fachin afirmou que não deveria haver precipitação e que os procedimentos seguiriam os prazos jurídicos. Lula tratou da necessidade de apresentar respostas à sociedade. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, apontados como os principais envolvidos na crise, foram mencionados apenas de maneira lateral.

Na quinta-feira, Moraes encaminhou a Fachin relatórios de inteligência da Polícia Federal com alegações de irregularidades na atuação de Mendonça em investigações sobre o caso Master e fraudes no INSS. Na decisão, Moraes apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Gonet e Rodrigues aparecem nas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro divulgadas nesta semana. Messias também foi citado no relatório da PF utilizado por Moraes contra Mendonça. A pessoas próximas, o advogado-geral da União avaliou que a corporação teria agido por retaliação, após ele não atender, em julho, a uma solicitação para contestar iniciativas de Mendonça no inquérito sobre fraudes no INSS.

Messias afirma, em conversas internas, que Moraes, o ministro Flávio Dino e Rodrigues formariam uma aliança para desgastá-lo. Apesar do desconforto, Messias convidou Rodrigues para aparecer na foto com os participantes da cerimônia ao fim do evento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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