São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula relaciona família Bolsonaro à ascensão de Vorcaro e ao caso Master

Em entrevista no Rio, presidente afirmou que Flávio Bolsonaro tem ligação com milicianos e criticou a condução do caso no STF.

Lula relaciona família Bolsonaro à ascensão de Vorcaro e ao caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionou nesta sexta-feira 18 a família do ex-presidente Jair Bolsonaro à ascensão de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em entrevista à Rádio Tupi, durante visita ao Rio, Lula também afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem ligação com milicianos.

Ao comentar a crise envolvendo o banco, o presidente disse que Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo Bolsonaro e acabou preso em sua administração. Lula atribuiu à gestão anterior as condições que, segundo ele, permitiram a expansão dos negócios do empresário.

“Eles criaram um banqueiro e eu o tornei prisioneiro”, afirmou. O Banco Master recebeu autorização do Banco Central para operar no Brasil durante a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro. A instituição foi liquidada em 2025, sob ordem de Gabriel Galípolo, presidente do BC indicado por Lula.

Lula disse ainda que o caso será um dos temas da reta final da campanha. Segundo o presidente, as investigações não divulgaram todo o conteúdo obtido no celular de Vorcaro. Ele acusou o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, de manter parte das informações retida.

O presidente afirmou que os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes já receberam informações que estavam com Mendonça. Também disse que outros ministros e parte da imprensa tiveram acesso a uma parcela do material.

A aproximação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro foi associada ao financiamento, pelo Banco Master, do filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio aparece ligado à produção.

Lula também declarou que Flávio Bolsonaro teria ligação com milicianos no Rio e que outros integrantes da família Bolsonaro estariam envolvidos com esses grupos. A fala ocorreu depois de o presidente elogiar o trabalho do desembargador Ricardo Couto à frente do governo fluminense e defender a atuação permanente das forças de segurança contra grupos criminosos.

Quando era deputado estadual, Flávio Bolsonaro homenageou Adriano da Nóbrega, apontado como líder do Escritório do Crime, com condecorações e moções de louvor na Alerj. Ele também empregou a mãe e a esposa do criminoso em seu gabinete. As duas foram envolvidas no esquema de rachadinha investigado no então gabinete do deputado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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