São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula pede voto a empresários e defende estabilidade fiscal em jantar em São Paulo

Presidente disse que empresários não precisam gostar dele, mas pediu apoio e afirmou que contas públicas devem ser ajustadas com justiça social.

Lula pede voto a empresários e defende estabilidade fiscal em jantar em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu voto a empresários durante um jantar com mais de 700 representantes do setor privado, na noite desta sexta-feira (25), em São Paulo. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, ele defendeu a estabilidade política, jurídica e fiscal e afirmou que a escolha eleitoral colocaria em disputa o regime democrático e a “nova barbárie”, em referência a Flávio Bolsonaro.

Lula disse que sua experiência e a de Alckmin deveriam dar segurança aos empresários. Ao comparar a disputa a um jogo de cartas, afirmou: “Isso aqui não é um jogo de truco. Não tem como blefar”. Em seguida, pediu apoio sem exigir identificação pessoal com ele: “Eu preciso do seu voto. Você não precisa gostar de mim”.

O evento foi organizado pela Esfera Brasil e pelo Prerrogativas. Segundo Lula, um governante precisa ter biografia, história e partido político para garantir estabilidade. Ele também afirmou que o equilíbrio das contas públicas é obrigatório e que, quando as despesas estão desajustadas, a população pobre acaba pagando a conta.

O presidente defendeu aumento real do salário mínimo, sob o argumento de que trabalhadores com renda maior ampliam o consumo. Também mencionou o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e disse que não o substituiu durante seus oito anos nos primeiros mandatos. Segundo Lula, nas duas ocasiões em que considerou retirar Meirelles, o país conquistou o grau de investimento.

Fazenda e demandas do setor privado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apontou institucionalidade, segurança pública com maior participação do Estado e juros como desafios para o governo federal. Ele afirmou que os ajustes fiscais devem combinar organização das contas públicas e justiça social, sem depender de uma solução única.

Durigan também defendeu uma redução estrutural dos juros e disse que o debate fiscal precisa ser conduzido na política com transparência, discurso republicano, justiça social e compromisso ambiental.

Representantes de empresas e entidades apresentaram demandas ao presidente. Gustavo Pimenta, CEO da Vale, afirmou que o Brasil tem uma oportunidade histórica relacionada aos minerais críticos. Segundo ele, o setor poderia empregar 5 milhões de pessoas e dobrar a arrecadação, caso os obstáculos ao potencial minerário fossem superados.

Jorge Cury, presidente do Secovi, elogiou o Minha Casa, Minha Vida, que, segundo ele, entregou 3 milhões de unidades em quatro anos, mas ressaltou que o programa depende de recursos subsidiados. Ele perguntou se haveria possibilidade de reduzir os juros para facilitar a compra de moradias pela classe média.

Marcos Almeida, da Brookfield para a América do Sul, pediu que Lula, em caso de reeleição, voltasse a buscar o grau de investimento no país. A CEO da Esfera, Camila Funaro Camargo Dantas, lembrou que, no encontro realizado durante a campanha de 2022, Lula havia ouvido empresários antes de fazer seu discurso.

Camila afirmou que os associados da Esfera incluem representantes da indústria, do varejo, dos serviços e dos maiores bancos do país. Ao encerrar, disse que, desta vez, os empresários perguntavam ao presidente o que ele teria a dizer a quem investe, emprega, paga impostos e pretende um país melhor.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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