São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Moraes diz que documentos não indicam crime e acusa Mendonça de direcionar apuração

Em manifestação a Fachin, ministro afirma que não julgou processos do Banco Master ou de Daniel Vorcaro e contesta relatório de Mendonça.

Moraes diz que documentos não indicam crime e acusa Mendonça de direcionar apuração

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que a análise de documentos com sigilo levantado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não encontrou indícios de infração penal em sua atuação no caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da corte, Edson Fachin, antes do julgamento, marcado para 15, sobre a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Moraes declarou que não julgou processos do Banco Master ou de Daniel Vorcaro antes, durante ou depois do contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa. Segundo ele, não houve sentença, decisão ou ato de ofício de sua autoria relacionado ao banco ou ao empresário.

A manifestação afirma que 7.742 documentos tiveram o sigilo levantado por determinação da presidência do STF. Para Moraes, esse material não apresenta indício de crime cometido por ele e confirma o direcionamento do relatório que pretende incriminá-lo.

Críticas ao relator

O ministro também acusou André Mendonça, relator do caso no STF, de obstrução de Justiça, de determinar uma investigação ilegal e de direcionar a apuração. Moraes afirmou ainda que o relatório teria sido produzido para criar uma farsa com objetivos político-eleitorais.

O documento tem 44 páginas e é dividido em 121 tópicos. Moraes classificou seu conteúdo como baseado em ilações, conjecturas e recortes escolhidos de forma subjetiva. Ele também acusou o relatório de conter falhas, mentiras e falsidades.

Moraes disse ser vítima de uma investigação ilegal e direcionada, motivada por interesses político-eleitorais e por vingança. Atribuiu a apuração à sua atuação como relator do processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros envolvidos por tentativa de golpe de Estado.

Anteriormente, Moraes havia apontado contra Mendonça indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Uma petição sobre o caso será analisada pelo plenário do STF no dia 23.

Ao final da manifestação, Moraes afirmou: “A tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi.” Mendonça não respondeu de imediato aos pedidos de comentário feitos por meio de sua assessoria de imprensa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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