São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Pesquisa muda cenário para Lula enquanto julgamento sobre Moraes segue aberto

Pedido de vista de Flávio Dino pode prolongar a análise no STF, enquanto Flávio Bolsonaro avançou em uma simulação de segundo turno.

Pesquisa muda cenário para Lula enquanto julgamento sobre Moraes segue aberto

A campanha de Lula passou a discutir uma mudança na comunicação eleitoral depois que uma pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro à frente do presidente em uma simulação de segundo turno. O levantamento Genial/Quaest, divulgado em 14 de setembro, apontou 42% para o senador e 40% para Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos.

O resultado alterou o cenário em relação à pesquisa anterior, que registrava Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%. No primeiro turno, porém, o presidente ainda liderava por 36% a 31%.

Estratégia sob revisão

A equipe petista avalia que a comunicação adotada até agora, baseada em formatos tradicionais e na comparação entre os governos de Lula e Jair Bolsonaro, não teve a reação esperada. Uma das alternativas em discussão é ampliar a abordagem sobre a relação direta entre Flávio Bolsonaro e o pai em temas como pandemia, fome, desemprego e proteção do meio ambiente.

O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes terminou na terça-feira 15, depois de um pedido de vista de Flávio Dino. A interrupção pode manter o caso em aberto por até 90 dias e prolongar a presença da crise no STF no debate eleitoral.

A campanha de Lula ainda não colocou toda a estrutura nas ruas. Desde o início oficial da corrida, em 16 de agosto, o presidente fez 11 viagens com compromissos eleitorais. Sua agenda permanece dividida entre atividades de governo e de campanha, numa estratégia que busca preservar energia e exposição para a fase decisiva, caso ele avance ao segundo turno.

Debates e exposição

O avanço de Flávio Bolsonaro também interfere na avaliação sobre os próximos debates. Lula considera não participar dos encontros previstos para 27 de setembro, na Record, e 1º de outubro, na Globo. A intenção é preservar sua imagem para a reta final, mas a decisão pode reduzir a exposição do presidente enquanto o senador ocupa mais espaço no debate.

Interlocutores da campanha defendem cautela na reação a Alexandre de Moraes. Uma ofensiva mais agressiva poderia reforçar a tentativa de separar Lula do ministro, mas também transmitir a impressão de que o candidato apenas responde aos resultados das pesquisas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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