São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Zelenskyy condiciona trégua energética à suspensão de ataques russos

Presidente ucraniano afirma que Kiev aceita interromper ações contra alvos energéticos, mas diz que Moscovo não assumiu compromisso equivalente.

Zelenskyy condiciona trégua energética à suspensão de ataques russos

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a Ucrânia aceita discutir um cessar-fogo energético com a Rússia, desde que Moscovo interrompa todos os ataques contra a infraestrutura de energia ucraniana. Segundo ele, o governo russo ainda não assumiu esse compromisso.

A possibilidade foi apresentada pelos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner durante uma visita a Kiev, conforme relatou Zelenskyy em entrevista à CBS. O presidente disse que a proposta precisa abranger tanto as instalações russas atingidas por Kiev quanto as estruturas ucranianas atacadas por Moscovo.

Entre os alvos mencionados estão refinarias e outras instalações de petróleo e gás russas, além de redes de eletricidade e gás na Ucrânia. Zelenskyy afirmou que a definição de energia varia entre os dois países: para a Rússia, o setor está relacionado à venda de petróleo e gás; para a Ucrânia, ao fornecimento desses recursos à população.

“Se os russos estiverem preparados para um cessar-fogo energético, isso significa não realizar quaisquer ataques, com qualquer tipo de arma, contra alvos energéticos”, disse o presidente ucraniano.

Compromisso não confirmado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Moscovo e Kiev haviam concordado em não atacar as respectivas infraestruturas energéticas. No entanto, nenhum acordo foi confirmado, e os ataques continuaram.

O Kremlin classificou a proposta como uma “ideia muito boa”, mas vinculou a discussão mais ampla sobre energia à segurança da navegação comercial, especialmente para petroleiros, e ao levantamento das sanções contra a Rússia.

Após o anúncio de Trump, meios de comunicação próximos do Kremlin apresentaram a trégua como uma medida unilateral, segundo a qual Kiev encerraria seus ataques de longo alcance. Não houve indicação equivalente de que Moscovo deixaria de atacar a Ucrânia.

Zelenskyy também afirmou: “Nunca atacamos primeiro. A nossa tática é responder onde pudermos”. A Ucrânia tem atacado refinarias e outras estruturas petrolíferas russas, enquanto a Rússia continua atingindo instalações de eletricidade e gás ucranianas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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