São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Política

PF é acionada para apurar ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa

Secretaria do Ministério da Justiça pediu medidas contra ataques dirigidos à deputada federal eleita do PT em razão de sua atuação política.

PF é acionada para apurar ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa

A Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça pediu à Polícia Federal que investigue ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). O pedido foi feito nesta sexta-feira 9 pela secretária Sheila de Carvalho.

Em ofício enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, a secretaria solicitou providências junto ao X e à Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook. O objetivo é interromper as práticas denunciadas pela parlamentar e identificar os autores dos ataques. Para o ministério, há, em tese, crime de ameaça contra uma mulher em razão de sua atuação política.

Ana Elisa desativou sua conta no X na véspera. Em vídeo publicado no Instagram, ela relatou que as ameaças haviam aumentado e que novas mensagens eram enviadas a cada dois minutos. A deputada eleita recebeu mais de 524 mil votos no último domingo.

“Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o País”, afirmou Ana Elisa.

As ameaças já ocorriam durante a campanha eleitoral. Em 5 de setembro, um e-mail enviado à parlamentar se identificou como integrante de um grupo supremacista branco e mencionou dados pessoais dela e de familiares. A mensagem foi encaminhada à Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo o texto divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, os ataques se intensificaram depois que Ana Elisa passou a participar diretamente da campanha à reeleição do presidente Lula (PT), com atuação contra a extrema-direita no ambiente digital.

“Violência contra as mulheres não pode jamais ser tolerada”, disse Sheila de Carvalho em nota. A secretária afirmou haver indícios de uma rede que ultrapassaria as fronteiras de Minas Gerais e defendeu a responsabilização de envolvidos em ações que possam colocar a vida da deputada em perigo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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