Flávio Bolsonaro (PL) deve aparecer na frente no início da apuração do primeiro turno, caso o ritmo de transmissão dos votos siga o padrão das eleições anteriores. A vantagem inicial é atribuída à chegada mais rápida dos dados de regiões onde ele lidera as pesquisas, enquanto votos de outras áreas tendem a ser contabilizados depois.
O Brasil encerra a votação no mesmo horário em todos os estados, mas a transmissão dos resultados ocorre em velocidades diferentes. Desde a adoção da urna eletrônica, em 1996, o processo depende da logística posterior ao encerramento da votação, e não do sistema usado para registrar os votos.
Como os dados são enviados
Às 17 horas, a urna imprime o Boletim de Urna e grava os dados em uma memória protegida por senhas e chaves digitais. O dispositivo é levado ao computador credenciado do cartório eleitoral, que transmite o arquivo à Justiça Eleitoral.
Seções próximas de redes de conexão rápidas e estáveis conseguem enviar as informações poucos minutos depois do encerramento. Distrito Federal e estados das regiões Sul e Sudeste concentram parte dessas conexões e, por isso, costumam encaminhar grande volume de dados quase ao mesmo tempo.
Como Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas na maioria dessas regiões, a tendência é que comece à frente. Esse movimento também ocorreu em 2022, quando Jair Bolsonaro iniciou a apuração na liderança. Com a entrada posterior dos dados de estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a expectativa é de recuperação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em áreas rurais isoladas, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, a memória da urna pode precisar ser transportada por barcos, carros ou aviões até o ponto de transmissão mais próximo. Nos locais remotos, antenas móveis conectadas a satélites podem viabilizar o envio no mesmo dia. Filas de eleitores às 17 horas também podem manter seções abertas e adiar a emissão do boletim.
O supercomputador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, processa os arquivos conforme a ordem de entrada, sem priorizar nenhuma região. No local de votação, os mesários imprimem o resultado e afixam uma via na porta da sala. O aplicativo Boletim na Mão permite ler o código impresso e comparar os votos registrados na urna com os dados totalizados pela Justiça Eleitoral.







