São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Plenário do STF define rito para avaliar mensagens atribuídas a Moraes

Corte começa nesta terça-feira (15) a discutir se o ministro pode ser investigado por conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

Plenário do STF define rito para avaliar mensagens atribuídas a Moraes

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (15) a examinar se Alexandre de Moraes pode ser alvo de investigação por causa de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e um número associado ao ministro. A sessão está prevista para as 10h, com transmissão pela TV Justiça e pela internet.

A análise seguirá um rito conduzido por Edson Fachin, presidente do STF e relator do caso. Primeiro, será lida a ata anterior, seguida pelas saudações do relator. Depois, Fachin chamará o processo e apresentará seu relatório. A Procuradoria-Geral da República falará antes do início da votação.

Origem das mensagens

O material foi localizado pela Polícia Federal no celular de Vorcaro depois da quebra do sigilo do aparelho. O ex-banqueiro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras no Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

O plenário foi acionado por André Mendonça, que era o relator do caso Master. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo das conversas e encaminhou o conteúdo a Fachin. A Constituição e o Regimento Interno do STF estabelecem que cabe ao plenário julgar integrantes da própria Corte.

A investigação indica que Vorcaro enviou cerca de 50 mensagens ao número atribuído a Moraes antes de sua prisão, em 17 de novembro do ano passado. Nos diálogos, o ex-banqueiro demonstrou preocupação com o avanço da apuração da Polícia Federal e citou Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação.

Em outra conversa, Vorcaro mencionou Ricardo Leite, que naquele momento relatava as investigações na Justiça Federal, e perguntou sobre a possibilidade de ser preso na manhã seguinte. A prisão foi determinada por Leite em 17 de novembro, e o caso foi encaminhado ao Supremo meses depois.

Posições no processo

O STF ainda não informou se Moraes participará da sessão. Também não está definida a presença de Dias Toffoli, que declarou impedimento, no início deste ano, para julgamentos relacionados ao caso Master. O colegiado inclui ainda Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Moraes não se manifestou especificamente sobre o conteúdo das mensagens. Depois que o material foi enviado a Fachin, ele incluiu Mendonça no inquérito das fake news e afirmou que o ministro havia direcionado a investigação por “motivos políticos”. Fachin posteriormente desfez a inclusão.

Paulo Gonet pediu a anulação do relatório da Polícia Federal que encontrou as conversas. Para o procurador-geral, Mendonça investigou Moraes de forma ilegal ao aprofundar a apuração do caso Master para examinar as mensagens. Gonet sustentou que essa medida dependeria de autorização prévia do plenário do STF.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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